''Ainda amo esse grupo''

ENTREVISTA - Franco Bruni, ex-empresário de shows

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

02 Abril 2011 | 00h00

Quais foram os resultados desse episódio na sua vida?

(Chora). Tive o prazer de ter momentos felizes na vida... Virou tudo um grande inferno. Mas eu não morri, e se Deus me permitiu viver é porque eu vou continuar.

Você não teve lucro com o U2?

Prejuízo eu não tive, mas o lucro ficou por conta dos custos e do cachê. Paguei o maior cachê da Terra. Fora os cachês pagos por milionários russos, para festas particulares em Dubai.

Você pretende retomar a carreira?

Essa decisão judicial favorável a mim correu o mundo. Tive pedidos de entrevistas do mundo todo. Capturei matérias na China, na Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos. Pretendo fazer uma coletiva no dia 7.

Você era, além de empresário, um fã extremado da banda. Deixou de gostar deles?

Olha, meu nome é Franco. Então, vou morrer brigando. Mas vou ser sincero: eu adoro o U2. Gosto da música deles, eu não gosto é do que eles me fizeram.

E se eles lhe pedissem desculpas publicamente?

Eu sou cristão, não sei se eles são. Eu busquei, antes de entrar na Justiça, por um contato com eles. Fui para os Estados Unidos, para o Chile, para a Argentina. Eu estou aqui para perdoar. Mas o prejuízo que eles me causaram tem de ter reparação. São mais de 10 anos sem conseguir trabalhar, sendo humilhado, ouvindo dizerem: "Não podemos nos associar a você, você processou a maior banda do mundo".

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