Ai Weiwei retorna ao Reino Unido com duas exposições

Londres e Yorkshire devem receber mostras do artista dissidente chinês

EFE

23 de maio de 2014 | 11h16

A obra do artista chinês Ai Weiwei retorna nesta semana ao Reino Unido pela primeira vez desde 2010, quando causou sensação com sua montagem de sementes de girassol feitas de porcelana, na Galeria Tate Modern de Londres.

Na cidade de Yorkshire, ao norte da Inglaterra, o artista vai expor uma mostra em uma recém restaurada igreja do século 18, que inclui uma composição com cadeiras antigas em alusão aos dissidentes que, como ele, são proibidos pelo governo chinês de viajar. À entrada do templo, estará uma escultura orgânica de uma árvore sem folhas, chamada Árvore de Ferro. Dentro, o artista montou uma cronologia que recorda momentos chave da sua própria biografia e da história moderna da China. Em 2014, Weiwei teve o passaporte confiscado pelo governo chinês.

A diretora da exposição, Clare Lilley, disse nesta sexta-feira ao jornal The Guardian, que, ainda que as peças sejam “calmas e cheias de paz”, têm uma mensagem subjacente de que a vida é “incrivelmente difícil e sangrenta para milhões de pessoas”. Durante a exposição, que abre neste sábado, 24, também serão lidos poemas do pai do artista, o dissidente Ai Qing.

Já em Londres, o artista vai expor, na Lisson Gallery, uma nova criação que envolve uma composição com bicicletas metálicas amontoadas. Como parte da sua série Para Sempre, se incluem também objetos de pequena escala feitos à mão em madeira, cristal ou metal, como uma reprodução em mármore da cadeira de balanço de seu pai. A exposição abre nesta sexta-feira, 23.

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Devido à proibição de viajar, as exposições tiveram que ser organizadas por email com o estúdio de Ai Weiwei em Pequim. Ainda este ano, estão previstas mostras do artista chinês para Berlim e Nova York.

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