Agências ousam mais no 4º ano

O fim da 3.ª temporada de Mad Men trouxe uma sequência de eventos que culminou com a abertura de uma nova agência de publicidade, bem menor do que a Sterling Cooper. "Há mudanças significativas, pois há membros do elenco de volta e outros de partida", fala o ator Vincent Kartheiser. É nessa "agência butique" que tem início a 4.ª temporada da série, ainda sem data prevista para estrear no Brasil.

Etienne Jacintho, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2011 | 00h00

Segundo Kartheiser, a ideia de Matthew Weiner, criador de Mad Men, é mostrar o comportamento dos publicitários americanos nos anos 1960. "As agências estavam fazendo uma publicidade muito interessante", conta o ator. "Elas estavam encarando todos os grandes riscos."

Os primeiros episódios da temporada retratam bem este quadro. Tudo começa com Don Draper (Jon Hamm) sendo desdenhado em um artigo de jornal. Com isso, ele perde um importante cliente - deixando 70% da receita da agência apenas nas mãos de uma empresa de tabaco -, mas não a arrogância.

Já para Pete Campbell, personagem de Kartheiser, a 4.ª temporada traz crescimento. "Agora, ele é sócio da agência e há mais pressão", comenta o ator. "Ele está com o casamento mais sólido e amadureceu bastante."

Nos EUA, a estreia do 4.º ano de Mad Men bateu recorde: teve 2,92 milhões de espectadores. Pode parecer pouco, mas não é, visto que a série vai ao ar pela AMC, um canal a cabo alternativo. E audiência não é o mais importante para a rede, uma vez que empresas como a Unilever costumam fazer peças publicitárias especiais, com ar retrô, somente para os intervalos da aclamada série.

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