Advogados do médico de Jackson podem alegar que ele se matou

Advogados do médico acusado de homicídio culposo no caso da morte de Michael Jackson poderão alegar que o cantor se matou, quando começarem as audiências na semana que vem, disse um promotor na quarta-feira.

REUTERS

30 de dezembro de 2010 | 09h46

Em uma sessão do tribunal para discutir as provas no caso contra o médico Conrad Murray, o vice-procurador do Distrito de Los Angeles, David Walgren, disse acreditar ser evidente que os advogados da defesa se empenham por essa teoria, que tem sido considerada há bastante tempo.

O advogado J. Michael Flanagan, que representa Murray, não quis comentar a declaração de Walgren.

"Não vou responder a essa caracterização. Mas aparentemente é uma consideração feita pelo sr. Walgren", disse Flanagan a repórteres.

Walgren falou durante uma audiência na qual o juiz abriu caminho para a defesa de Murray testar resíduos de seringas e um tubo usado para administrar medicamentos a Jackson.

O cantou morreu aos 50 anos, em 25 de junho de 2009, de uma overdose de medicamentos receitados, basicamente o poderoso anestésico propofol, que pode ser usado em cirurgias.

Outras drogas encontradas no organismo de Jackson incluem lorazepam, conhecido pelos nomes comerciais de Ativan e Temesta, e diazepam, a versão genérica do Valium.

Murray, contratado como médico de Jackson enquanto ele se preparava para uma série de concertos que teriam início em julho de 2009, admitiu ter ministrado propofol ao cantor para ajudá-lo a dormir. Mas o medico se declarou inocente da acusação de homicídio culposo.

A sessão da corte sobre teste de seringa é uma prévia do início da audiência preliminar, marcada para 4 de Janeiro, quando um juiz decidirá se existem evidências suficientes contra Murray para ser levado a julgamento.

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