Advogado de Michael Jackson, fala sobre Justice

Justice, a nova série da Warner, traz um escritório de advocacia que defende réus em casos que envolvem fama e mídia. O protagonista é Victor Graber, que interpreta um defensor não muito simpático e faz de tudo para ganhar seus casos, independentemente de o réu ser culpado ou inocente. Dizem que seu personagem foi inspirado em alguns advogados americanos, como Mark Geragos, que defendeu Michael Jackson e o acusado de ter matado sua mulher grávida, Scott Peterson, que foi condenado à morte. Este último, segundo Geragos, foi seu caso mais difícil. Mas é bom lembrar que o caso de Jackson, acusado de ter abusado de um menor, e absolvido, passou por Geragos, mas terminou com o advogado Thomas Mesereau Jr.. O advogado conversou com o Estado e contou que se sentiu ´lisonjeado´ com a homenagem na telinha, já que seu nome foi citado duas vezes no segundo episódio da série, que foi ao ar na semana passada. É difícil atuar em casos que envolvem a mídia? Casos que chamam muito a atenção somam uma dimensão que casos comuns não atingem. E uma das implicações é que você perde muito tempo com a imprensa. E consumir muito tempo com a mídia é vital, uma vez que a cobertura jornalística pode predeterminar as atitudes dos jurados em potencial. Você acha que "Justice" se aproxima da realidade? Aspectos de Justice estão bem perto da realidade. Na sua opinião, por que há mais séries que mostram os promotores e poucos que abordam o lado dos defensores? Está havendo uma mudança na percepção do público. Há alguns anos, o defensor era o herói, como em Perry Mason (série dos anos 50), e hoje, são os promotores, vide Law&Order. É cíclico. Por que o público é tão interessado em atrações de justiça na TV? Porque é um estudo das condições humanas.

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