Acordo põe fim à greve na Broadway

Os músicos da Broadway fizeram um acordo com os produtores para dar fim à greve que desde sexta-feira suspendeu a apresentação de 18 dos 19 musicais em cartaz na famosa avenida nova-iorquina. Eles aceitaram reduzir o número mínimo obrigatório para a composição das orquestras de 24 para 18 músicos. Com isso, músicos e produtores garantiram que os teatros reabrem hoje. O líder do sindicato dos músicos, Bill Moriarity, defendeu o acordo. ?Fizemos alguma redução no número mínimo, mas preservamos a música ao vivo na Broadway?, disse. O acordo vale apenas para os 13 maiores teatros da Broadway e está previsto para durar quatro anos. Mas apesar disso, o líder do sindicato dos músicos espera que o novo mínimo dure por uma década. O acordo entre músicos e produtores da Broadaway saiu depois de 12 horas de reunião na casa do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, ao longo da última noite. Em razão das enormes implicações econômicas de uma greve na Broadway, Bloomberg se envolveu pessoalmente nas negociações. O representante dos donos de teatro na reunião, Jed Bernstein, disse que ?essa foi uma negociação extremamente difícil, em que nenhum lado conseguiu tudo o que queria?. Já Michael Bloomberg comemorou o acordo. ?A Broadway não está mais escura?, disse. A greve começou depois que as conversas entre a Liga dos Teatros e Produtores Americanos e a sessão local 802 da Federação dos Músicos Americanos (que inclui a Broadway) se esgotaram. Os produtores, inicialmente, queriam acabar com a política dos mínimos nas orquestras. Com a recusa dos músicos, eles ofereceram um mínimo de sete músicos e depois subiram a oferta para 15. Também esta proposta foi recusada. Os músicos dizem que os mínimos nas orquestras ajudam a proteger sua liberdade artística. O primeiro dia sem espetáculos foi a sexta-feira passada. Apesar da ameaça dos produtores de apresentar os musicais com som de playback, a greve foi bem sucedida. A razão foi a solidariedade dos atores e técnicos para com os músicos. Eles se recusaram a cruzar a linha dos piquetes feitos nas portas dos teatros. Assim, dos 19 espetáculos, apenas Cabaret abriu as portas. Estimativas dão conta de que o impasse custou à cidade mais de US$ 7 milhões. Esse valor se refere a todas as perdas não relacionadas à bilheteria, ou seja, restaurantes, hotéis, souvenirs, transportes e outros serviços e produtos que giram em torno da Broadway. As perdas com bilheteria chegaram a US$ 4,8 milhões. Segundo informações oficiais dos teatros e do setor de turismo de Nova York, a contribuição anual da Broadway para a economia da cidade é de US$ 4 bilhões.

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