Acidente com A320 é o pior no mundo em cinco anos

Acidente causou mais mortes desde queda de avião em Taiwan, em maio de 2002.

BBC Brasil, BBC

18 de julho de 2007 | 10h10

O acidente aéreo com o Airbus A320 da TAM foi o que causou mais vítimas em mais de cinco anos, segundo as informações do especializado Airsafe.com. Com pelo menos 186 mortos, o incidente que encerrou tragicamente o vôo 3054 desta terça-feira só não causou mais fatalidades que a queda de um avião perto da costa de Taiwan, em maio de 2002. O avião que caiu no mar depois de decolar de Taipei para Hong Kong levava 206 passageiros e 19 tripulantes, e não houve notícia de sobreviventes, diz o Airsafe. O site é fundado pelo especialista americano Todd Curtis, conhecedor do setor aéreo e também do aeroporto de Congonhas. Mas a gravidade do acidente com o A320 da TAM poderia pelo menos se aproximar disto, já que as autoridades brasileiras ainda não confirmaram oficialmente o número de mortos em solo. A aeronave que viajava de Porto Alegre a São Paulo se chocou contra um terminal de cargas do Aeroporto Internacional de Congonhas e pegou fogo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou três dias de luto oficial. As informações recolhidas pelo Airsafe.com, um site baseado em Atlanta (EUA) e que tem como finalidade prover informações sobre segurança aérea a passageiros, imprensa e profissionais do setor, mostram que o Brasil registra um histórico sombrio de acidentes aéreos nos últimos dez meses. O acidente desta terça-feira e o que matou 154 pessoas quando um avião da Gol se chocou contra um jato Legacy na Amazônia, em setembro do ano passado, estão entre os incidentes aéreos com maior número de mortos dos últimos tempos. Em agosto de 2006, um avião com 170 pessoas a bordo caiu próximo à cidade de Donetsk, na Ucrânia. Em agosto de 2005, 160 pessoas morreram quando um MD82 da West Caribbean Airways que decolou da Cidade do Panamá caiu perto de Machiques, na Venezuela. E ainda pairam dúvidas sobre um acidente envolvendo um Ilyushin 76 do governo ucraniano que transportava militares entre as cidades de Kinshasa e Lubumbashi, no Congo. O espaço de carga da aeronave abriu e gerou uma despressurização que sugou diversas pessoas para fora. As estimativas variam entre 10 e 170 mortos, mas, como aquele não era um vôo regular, não entra na contagem da Airsafe.com. Todd Curtis, que faz o acompanhamento dos dados, considera como evento fatal "qualquer circunstância em que um ou mais passageiros morrem em uma aeronave por causas diretamente relacionadas à operação da aeronave". Embora sabotagem, atentados e seqüestros sejam incluídos na contagem, um incidente não entra na contagem se apenas o sabotador, seqüestrador ou agente do incidente morrer no ato. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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