Acervo de Jacob para o público

Além de Pixinguinha, com sua preocupação de escrever suas criações e as dos outros para que pudessem ser aproveitadas por futuras gerações, quem também tinha o mesmo zelo era Jacob Pick Bittencourt (1918-1969), o Jacob do Bandolim.

Lucas Nobile, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2010 | 00h00

O compositor e bandolinista tinha uma obsessão quase que megalomaníaca em documentar seus momentos, fossem eles artísticos ou pessoais.

Em relação às canetadas no papel, mais de 41 anos depois da morte de Jacob, pela primeira vez, em parceria do Instituto Jacob do Bandolim e da editora Irmãos Vitale, será lançado um caderno contendo as 130 composições que compõem a obra completa do artista. O livro, que deve ser lançado ainda este semestre, teve direção-geral de Pedro Aragão, direção musical de Marcílio Marques, direção artística e pesquisa de repertório de Sergio Prata, consultoria musical de Déo Rian e Bruno Rian e harmonias de Mauricio Carrilho, Luiz Otávio Braga e Paulo Aragão, também envolvido no projeto de Pixinguinha.

Na parte sonora, outra riqueza, um trabalho também comandado pelo Instituto Jacob do Bandolim. O projeto, iniciado em 2002 e concluído recentemente, digitalizou 200 rolos de fitas magnéticas, que resultaram em 400 horas de gravação e 350 CDs, que ficarão à disposição do público no Museu da Imagem e do Som (MIS), no Rio.

Entre as joias, raridades como a gravação completa da final da copa de 1958 entre Brasil e Suécia, o show em que Jacob teve seu primeiro enfarte, no Teatro Casa Grande, em 1967, ensaios do disco que Jacob pretendia lançar pouco antes de morrer, em 1969, e programas musicais nas rádios Nacional, Tupi, Mauá e Mayrink Veiga.

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