Ação e debate em alta

Agenda de performances históricas e inéditas reafirma permanência do gênero

, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2010 | 00h00

O grande tecido em branco povoado por centenas de pessoas que formam um corpo coletivo é uma das criações mais belas e simples de Lygia Pape (1927-2004). Concebido em 1968 pela artista, Divisor será refeito no sábado, às 11 horas, na marquise do Ibirapuera, marcando a abertura para o público da 29.ª Bienal. Serão necessários 200 voluntários para que a obra aconteça - os interessados podem se inscrever no próprio dia 25, a partir das 10 horas, no terreiro Dito, Não Dito, Interdito, criado pelo arquiteto Roberto Loeb e o artista Kboco no lado exterior do prédio da Bienal. Logo em seguida, no mesmo dia, o artista Paulo Brusky vai realizar a performance Fogueira de Gelo em frente do Museu de Arte Moderna, colocando barras de gelo entrelaçadas que ficarão derretendo.

Performances têm, assim como outras tantas atividades que ocorrerão diariamente, até dezembro, durante a 29.ª Bienal, o papel de colocar cores na mostra com seu caráter um pouco mais rebaixado, como afirmou o curador Agnaldo Farias.

A ideia é que a qualquer momento que o público chegue ao pavilhão da Bienal, ele encontre, além de tantas obras estáticas, uma atividade para acompanhar, como projeções de filmes, debates, palestras com artistas, apresentações de teatro, dança, etc., nos seis "terreiros" temáticos da mostra. Ao lado estão alguns dos destaques dos primeiros dias, mas a programação completa poderá ser vista no site da instituição: www.fbsp.org.br.

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