Acadêmico Marcos Almir Madeira é velado no Rio

O corpo do acadêmico Marcos Almir Madeira está sendo velado hoje na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL) e sua cremação está marcada para o fim da tarde, no cemitério do Caju, na zona portuária do Rio. O advogado, sociólogo e ensaísta morreu aos 87 anos, no domingo, de aneurisma cerebral. Ele ocupava a cadeira número 19 da Academia Brasileira de Letras (ABL), fundada pelo jornalista Alcindo Guanabara.Também educador, Madeira, que nasceu em Niterói (RJ), em 21 defevereiro de 1916, foi eleito em 19 de agosto de 1993, na vaga antesocupada por Américo Jacobina Lacombe. Escreveu 12 obras, nas áreas de educação, cultura e sociologia, entre elas A ironia de Machado de Assis e outros temas, estudos sociais, educacionais e literários (1944); Posições vanguardeiras na sociologia brasileira (1973); A estilística dos títulos em Gilberto Freire (1978) e Fronteira sutil entre a sociologia e a literatura (1993).Presidente da ABL, Alberto da Costa e Silva descreveu Madeira como umgrande sociólogo e um professor estimadíssimo pelos ex-alunos. "Eratambém um homem elegante em tudo, no comportamento, na fala e naescrita. E, sobretudo, muito alegre", disse. Madeira foi internado em 11 de setembro, no Hospital São Lucas, em Botafogo (zona sul), um mês após a morte da mulher. A cadeira ocupada por Madeira vai ser declarada vaga amanhã, após a Sessão de Saudade. As inscrições poderão ser feitas até o dia 19 de novembro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.