Academia Brasileira de Letras premia intelectuais

A Academia Brasileira de Letras entrega hoje à noite seus prêmios aos intelectuais que se destacaram no último ano. São ao todo cinco prêmios por trabalhos literários específicos, mas o poeta e crítico de arte Ferreira Gullar é o grande homenageado, pois receberá o Machado de Assis, pelo conjunto da obra, que engloba dezenas de livros de poesia e ensaios, além de sua produção mais recente: duas histórias infantis, Dr. Urubu e Outras Fábulas e Um Gato Chamado Gatinho. Na categoria de ensaio, crítica e história literária, o prêmio ficou com Mário Chamie (criador da poesia práxis, que desafia escolas e grupos de intelectuais) pelo livro A Palavra Inscrita. O prêmio de poesia será dividido entre Neide Archanjo, por Todas as Horas e Antes, e Vera Lúcia de Oliveira, por A Chuva dos Ruídos. Rogério Andrade Barbosa levou o de literatura infantil, por Contos Africanos para Crianças Brasileiras. O de tradução também foi dividido, entre Ivo Barroso, por Teatro Completo de T.S. Eliot, e Eduardo Brandão, por O Espírito Medieval de Etienne Gilson. O prêmio de ficção foi para o curitibano Cristóvão Tezza, por O Fotógrafo. Todos confirmaram presença hoje à noite.Os prêmios da ABL são escolhidos por uma comissão de imortais (este ano Marcus Villaça, Alberto Venâncio Filho, João Scatinburgo, Antônio Olinto e Afonso Arinos de Mello Franco) e privilegia destaques do mercado editorial e da literatura no ano anterior. Todos as categorias recebem R$ 36 mil (divididos pelos premiados, quando é o caso) e o Machado de Assis é de R$ 75 mil. Esta semana é de festa na ABL. Além da entrega dos prêmios hoje à noite, na sexta-feira, o cientista político Hélio Jaguaribe toma posse na cadeira 11, que foi de Celso Furtado.

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