Abu-Zuz chega aos 15 anos, fiel ao sabor libanês

O maior desafio é passar pela confusão na Rua Miller, no Brás. Se conseguir sobreviver ao trânsito e ao movimento das lojas, aí fica fácil. No número 622 está o Abu-Zuz, aberto há quinze anos pelo libanês Pierre Moujaés. A fórmula é clara e sem segredos: comida caseira árabe a muito bom preço. A fachada é de lanchonete, mas siga em frente, as mesas estão ao fundo. No piso superior, o ambiente é mais aconchegante. Casa bem simples e informal, logo na entrada o Abu-Zuz apresenta um de seus cartões de visita, o shawarma, espécie de primo do churrasco grego, preparado num espeto giratório e servido em fatias. Antes de ser assada, a carne bovina - no caso, patinho - fica um dia inteiro no vinho e outros temperos. O shawarma (R$ 13 e R$ 7 a meia-porção) pode ser pedido no prato ou com pão e é a iguaria mais famosa do lugar. A carne fica macia e perfumada, guardando mesmo um certo gostinho de Oriente. Mas o cardápio montado por Moujaés é bastante extenso e, se a fome for grande, merece uma degustação geral. Os clássicos da cozinha libanesa estão todos lá: esfihas e kibes generosos (R$ 1,50 a unidade), pastas como homus, babaganuche e coalhada (R$ 7 e R$ 4 a meia-porção), saladas como tabule e chancliche, pratos como kafta e kibe cru e muito mais. O falafel (R$ 9 e R$ 5) vem bem crocante e com mais condimento do que o usual, o que torna o bolinho ainda mais interessante. Outra boa pedida é o ful mudamas, feito com favas e grão-de-bico temperados com alho e um toque de limão. Fora os itens do menu, há as sugestões do dia, de segunda a sábado. O carneiro é um dos sucessos: o recheado aparece na quarta e no sábado (R$ 26, ou R$ 16 a meia porção). Moujaés compra entre 30 e 40 pernas traseiras de carneiro por mês, no Mercado Municipal e de um fornecedor que traz a carne do Sul. Sábado tem ainda feijoada - também ovina, claro. E se acha que dá para escapar da sobremesa, saiba que os doces típicos, com suas massas plenas de manteiga e recheios de pistache, nozes e frutas orientais, são igualmente caprichados e em conta (entre R$ 2,50 e 3,50). lamerico@jt.com.br

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.