ABL decreta luto de três dias pela morte de Zélia Gattai

Escritora paulistana ocupava a cadeira 23 da academia, a mesma do marido Jorge Amado

Da Redação,

17 de maio de 2008 | 21h38

A Academia Brasileira de Letras (ABL) decretou neste sábado, 17, luto oficial pelos próximos três dias em razão da morte da escritora Zélia Gattai. Zélia ocupava a cadeira 23 da academia - a mesma do marido Jorge Amado. Em nota divulgada à imprensa, o presidente da ABL, Cícero Sandroni, afirmou que a "Academia chora a perda de uma notável e querida colega".   Veja também:  Imagens da escritora   Morre em Salvador, aos 91 anos, a escritora Zélia Gattai  Zélia foi um símbolo da força da mulher brasileira, diz Lula   A escritora morreu na tarde deste sábado . A autora e viúva de Jorge Amado estava internada desde 30 de março, após ser submetida a uma cirurgia para a remoção de um pólipo no intestino. O acadêmico Antonio Olinto representará a Academia nos funerais, em Salvador, para onde embarca na manhã deste domingo. A sessão de saudade será realizada na próxima quarta-feira, 21.   A morte de Zélia "priva a Academia e o Brasil de um exemplo notável de escritora que, independentemente do autor que foi Jorge Amado, soube construir seu admirável caminho. Militante exemplar de causas sociais, Zélia foi também figura de mulher que, a par da atividade intelectual, organizou uma vida em família de rara harmonia", disse Sandroni na nota.   Leia abaixo declarações de membros da instituição divulgadas na nota:   "O casal Jorge Amado e Zélia Gattai Amado foram meus amigos e de Zora durante mais de cinqüenta anos. Viajamos por toda a Europa e muitos países das Américas. Fiz muitas conferências sobre a obra dos dois. Primeiro, morre Jorge, em seguida minha Zora, e, agora, Zélia. Minha vida ficou mais pobre, mas a memória deles está comigo em tudo que faço" Antonio Olinto     "A literatura brasileira perde um caso raro de memorialista sem jamais ser autocentrada. O Brasil perde uma guerreira social. E eu perco uma querida e insubstituível amiga". Eduardo Portella     "Zélia foi mãe e esposa exemplar e uma extraordinária contadora de histórias e, como tal, entrou na ABL com muito merecimento" Marcos Vilaça     " Ressalto Zélia e sua dedicação a Jorge Amado, sem a qual seu perfil e seu caminho independente como escritora não se explicam" Domício Proença Filho

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