A voz e a fúria

Nessa atmosfera de cabaré, essa "dama indigna" tem muito do magnetismo dos autores inclassificáveis, bichos noturnos que ela canta. Claro que tem tudo a ver (sempre teve) com Angela Ro Ro, Macalé, Amy, Waits, Brecht & Weill, a Marlene de Botequim (no tango de Toquinho e Guarnieri), em outros tangos, baladas, blues, "canções desnaturadas" e tudo o mais. A intensidade com que ela (sempre e aqui de novo) se aprofunda nas canções (lindas por si só e tão pungentes), tão solitária, tão essencial e desnuda, é o que o DJ Zé Pedro (criador do selo Joia Moderna) diz sobre cantar "com a fúria dos definitivos".

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2011 | 00h00

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