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Norman Reedus fala sobre Daryl Dixon, de 'The Walking Dead'

Série volta neste domigo às TVs americana e brasileira

Cindy Pearlman - THE NEW YORK TIMES , O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2015 | 02h05

Algumas semanas atrás, com uma agenda muito apertada, Norman Reedus corria do set de The Walking Dead - em que interpreta o papel do caçador de zumbi Daryl Dixon - ao aeroporto, onde pegava o avião para o Canadá para dar um pulo no Festival de Cinema de Toronto. A caminho do aeroporto, o ator de 46 anos se deu conta de que, ao retirar a roupa e a maquiagem para as filmagens da série, tinha esquecido de uma casca de sangue no cabelo despenteado. Os admiradores fanáticos do programa não se importam. Na realidade, esperam ver muito sangue quando The Walking Dead voltar neste domigo às TVs americana e brasileira (23h no canal Fox), com a estreia da 6ª temporada com 90 minutos de duração.

Calcula-se que, em 24 horas, será visto em mais de 250 milhões de domicílios em 128 países. Haverá inclusive uma estreia especial para os fãs do programa, no Madison Square Garden, a maior arena coberta de Nova York. "Devemos tudo aos fãs", afirmou Reedus. Mas o que eles querem mesmo são informações quentes sobre a história da nova temporada.

Tipicamente, Reedus se mostrou evasivo, mas revelou que começará num lugar chamado Alexandria, na periferia de uma grande cidade. Depois desse intervalo, como é que Reedus retoma a atmosfera de Daryl? "Muita música dos Motorhead. Muito café e, entre uma tomada e outra, fico jogando Candy Crush". Não dá para acreditar: o mais famoso caçador de zumbis da televisão jogando Candy Crush? "Ah, é. Gosto muito, é até ridículo. Gasto centenas de dólares com isso. Inclusive, os fãs me mandam vidas adicionais para o joguinho, é demais".

Interpretar Daryl foi bem fácil desde o começo, disse o ator. "Descobri o personagem praticamente na primeira cena que fiz, ele estava lá. A vida como Daryl não é muito engraçada. A série é soturna e o papel de Daryl é mais sinistro do que a maioria dos outros", diz.

"No primeiro ano, foi tudo profundo e sombrio, desde Moment 1, e nunca mais mudou. Nesta série, tudo é assim, o tempo todo." Ansioso por não ser identificado como o estereótipo do fanático caçador de zumbis, Reedus já atuou em vários outros papéis. No ano que vem, será visto no drama romântico Sky, coestrelando com Diane Kruger. A história gira em torno de Romy (Kruger) que está em férias com o marido francês (Gilles Lellouche). Fazer um papel baseado na realidade, em vez de uma fantasia sobre zumbis, foi uma mudança sensacional, disse o ator. E trabalhar com Diane foi um prêmio.

Reedus não foi chamado para fazer muitas cenas de amor numa carreira que se baseia fundamentalmente na ação. As cenas mais íntimas com Diane foram estranhas para ele.

Também será lançado Triple 9, filme de suspense sobre um grupo de policiais criminosos e corruptos que planeja o assassinato de um colega para realizar um roubo importante. Em geral, Reedus é morto em seus filmes, então seria óbvio perguntar se acontecerá o mesmo em Triple 9. "É verdade, morro quase sempre, e o interessante é que, quando morro em cena, depois não consigo olhar para a tela, preciso desligar".

Reedus nasceu em Hollywood, Flórida, e trabalhou como modelo para Prada, Levi's e Lexus quando morava em Londres e no Japão. Mas já foi também, pintor, escultor e fotógrafo. Descoberto por um caçador de talentos, estreou no cinema em Floating (1997). Depois de algumas atuações menores, foi chamado para interpretar o papel de Daryl Dixon. "Meu sonho se tornava realidade", diz. Hoje ele vive tranquilamente em Nova York com o filho de 16 anos. Apesar dos papéis de muita ação, diz que é tímido na vida privada.

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