A volta de Pedro Rovai à comédia

Tudo estava perfeito no último dia de Qualquer Gato Vira-Lata. O cão Rei não bancou a estrela, Rita Guedes (estrela da peça) tinha voado de Los Angeles (onde mora) para rodar suas cenas como Ângela, e "só" faltava dizer "corta" para comemorar.

, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2010 | 00h00

Também faltava Pedro Rovai (foto). "Sou produtor à moda antiga, começo a dar muita sugestão e, por isso, prefiro ficar longe do set." Muito por isso, pouco antes do derradeiro take, a produção buscar Rovai em casa, na zona sul, para estar presente em Santa Tereza na hora do "corta"!

Assistente de Luís Sérgio Person no cult São Paulo S/A (1965), Rovai tem currículo eclético. Diretor e produtor de A Viúva Virgem (1972), que levou 2,7 milhões de pessoas ao cinema, foi um dos pioneiros da pornochanchada. "Na época em que o Cinema Novo estava preocupado com questões políticas, queríamos questionar os costumes, fazer rir, fazer público", diz Rovai, que, versátil, se tornou produtor teatral de sucesso nos anos 90 (Piaf e A Gaiola das Loucas) e apostou no cinema infantil com Tainá - Uma Aventura na Amazônia. "Agora, volto à comédia com o Gato e começo a rodar Tainá 3 em julho."

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