Imagem João Wady Cury
Colunista
João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
Conteúdo Exclusivo para Assinante

A volta ao teatro 15 anos depois

Atriz Andréia Horta vai subir ao palco do teatro Raul Cortez em 10 de outubro, depois de um longo inverno distante das coxias

João Wady Cury, O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2019 | 03h00

Mineira, que mora no Rio, temporariamente estacionada em São Paulo, a atriz Andréia Horta vai subir ao palco do teatro Raul Cortez em 10 de outubro, depois de um longo inverno distante das coxias. Irá encarnar April, mãe de uma família típica norte-americana dos anos 50, na peça Jardim de Inverno, dirigida por Marco Antônio Pâmio. Cerca de 15 anos separam sua última aparição no palco desta, período em que a atriz se dedicou a novelas, minisséries e filmes – os dois últimos, em especial, quando vestiu a pele da cantora Elis Regina.

VIDA QUE DERRETE 

“Trata-se de um projeto abortado na história dessa família”, conta Pâmio. “Tudo o que parecia perfeito passa a desmoronar na vida desse casal de classe média.” Sim, uma tristeza, conflito e desencanto são o tom do enredo. O texto partiu do romance Revolutionary Road, de Richard Yates, escrito em 1961 e que o diretor Sam Mendes filmou em 2008, sob o nome de Foi Apenas um Sonho, com Leonardo Di Caprio e Kate Winslet – claro, vivente, drama para uma tentativa de revival à Titanic. O elenco aqui também é forte: além de Andréia Horta, tem Fabrício Pietro, Erica Montanheiro, Luciano Schwab, Martha Meola, Iuri Saraiva, Aline Jones e Ricardo Ripa. Haja fôlego. 

FERRANTE NO TEATRO 

Um festival de teatro italiano trará a São Paulo a única adaptação autorizada pela escritora Elena Ferrante de seu romance A Amiga Genial – para o teatro o nome foi alterado para Storia di un’Amicizia (em português, História de uma Amizade). A direção é de Luigi De Angelis e Chiara Lagani e Fiorenza Menni formam o elenco. O festival chama-se Scena – Semana da Cena Italiana Contemporânea em São Paulo e será realizado no Sesc Pompeia de 2 a 6 de outubro. Duas montagens italianas serão apresentadas, além de Storia di un’Amicizia: Untitled – I will be there when you die, de Alessandro Sciarroni, e First Love, um solo de Marco D’Agostin.

VOLTA PRA CASINHA

Roda Viva, de Chico Buarque e recriada pelo Teatro Oficina, volta em novembro próximo para o Rio de Janeiro, onde a peça foi exibida primeiramente em 1968. A trupe do Bexiga fará temporada de um mês na Grande Sala do teatro Cidade das Artes, com lotação de 1.250 lugares. Desde a estreia em São Paulo, em dezembro do ano passado, a montagem teve todas as sessões com lotação esgotada.

Três perguntas para Cácia Goulart

Atriz, diz que morre quando sobe ao palco

1. Por que teatro

Para criar uma estética para a minha ética.

2. O que é ser atriz?

Ser atriz é um exercício político diário. Uma grande inquietude.

3. Qual peça foi uma revelação?

Les Éphémères, de Ariane Mnouchkine, me trouxe um instante essencial. Os instantes fazem de nós o que somos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.