A violência na penumbra

TRÍPTICO RICHARD MAXWELL

Maria Eugênia de Menezes, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2010 | 00h00

Quando: Estreia sexta, às 21 horas.

Onde: Club Noir. R. Augusta, 331, tel. 3255-8448.

Até 26/9.

A cia. Club Noir já surgiu dizendo a que veio. Desde o primeiro trabalho do grupo, em 2007, o diretor Roberto Alvim e a atriz Juliana Galdino anunciavam a intenção de explorar textos de autores contemporâneos e é exatamente isso que fizeram nos últimos anos. Passaram por criações contundentes como a do inglês Gregory Motton, puseram em evidência o asceticismo cruel do norueguês Arne Lygre, e agora desembocam no teatro do norte-americano Richard Maxwell.

Objeto de estudos do grupo há mais de seis meses, o dramaturgo terá não uma, mas três de suas peças encenadas em mostra que Alvim dirige a partir de sexta. No evento, que recebe o nome de Tríptico, o encenador apresenta os dramas Burger King, Casa e O Fim da Realidade.

Inédito no Brasil, Maxwell é saudado nos Estados Unidos pela sua obra que parte de situações banais para expor mecanismos sociais de controle. Com O Fim da Realidade, seu trabalho alcançou projeção internacional. O texto, que trata das relações entre os seguranças de um edifício, foi definido pelo New York Times como "a voz definitiva sobre a violência no mundo contemporâneo".

Em cena, o público deverá encontrar a mesma estética que caracteriza as montagens de Alvim: um teatro calcado na palavra e uma atmosfera que remete à penumbra, com pouca iluminação e atores quase imóveis.

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