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A vida real como pano de fundo

Do lado dos Estados Unidos, The Bridge se passa em El Paso, cidade de 740 mil habitantes no Estado do Texas. Do lado mexicano, no entanto, Ciudad Juárez, no Estado de Chihuahua, com quase o dobro de população, é cenário frequente de ações do crime organizado e registrou 784 homicídios no ano passado, de acordo com dados divulgados pela Procuradoria-Geral do Estado. Com 1,3 milhão de habitantes, Juárez é conhecida pelos chamados "feminicídios", assassinatos de mulheres por questões de gênero. Jovens são sequestradas, sofrem violência e tortura sexual, são mortas e seus corpos depositados no deserto ou em fossas. A principal suspeita é de conivência das autoridades locais, desde funcionários, fiscais e policiais.

CIDADE DO MÉXICO, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2013 | 02h10

O primeiro caso de que se tem registro oficial desse tipo de crime em Ciudad Juárez data de 1993, quando oito mulheres de origem pobre foram torturadas sexualmente e depois assassinadas. Em 20 anos, a cidade viu crescer vertiginosamente o número de casos, que ganharam as manchetes de jornais internacionais.

Há dois anos, a luta de carteis de drogas tornou os índices de mortes superiores aos de zonas de guerra como o Afeganistão: 584 feminicídios, de acordo com a Fiscalia General de Justiça de Chihuahua. No primeiro semestre de 2012, foram 183 os desaparecimentos. Ao longo da fronteira, uma ponte também une as cidades, sobre o Rio Grande, daí o nome da série. / F.B.

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