A trajetória do Folias em A Saga Musical de Cecília

"É o recomeço da história", brada o ator assim que as luzes se acendem. Uma história em que início, meio e fim se misturam e se confundem. Com A Saga Musical de Cecília..., espetáculo que abre temporada amanhã, o grupo Folias põe uma lente de aumento sobre sua trajetória. Examina o percurso que cumpriu até aqui. Faz de suas recentes perdas e danos o motor para se reinventar.

AE, Agência Estado

08 de março de 2012 | 10h50

Para compor o jogo, vem à baila a relação da companhia com o bairro onde sua sede está instalada: a imagem de Santa Cecília surge como pretexto para as figuras defendidas por quatro atrizes. Com percursos diferentes, essas mulheres expõem suas contradições, seus questionamentos e também as relações que estabelecem com uma São Paulo hostil.

Não existe, porém, uma fábula linear que dê conta de tudo isso. Ou uma progressão dramática da narrativa posta em cena. Assim, ora encaramos as tais Cecílias como personagens, ora elas aparecem completamente despidas da proteção da ficção.

Ator do grupo, Danilo Grangheia assumiu a direção e se apropriou dessas fissuras como potência criativa. "Queríamos romper com a ideia cartesiana de construção de personagens", comenta ele. "Construímos tudo em cima de fragmentos poéticos e músicas. Fugindo do drama."

Nessa saga, as canções ocupam lugar proeminente. Algumas das composições são inéditas, concebidas sob medida para o espetáculo. A maioria, contudo, foi recolhida a partir das 30 peças que o Folias tem em seu repertório. Além de deslocadas de seu contexto original, essas canções revisitadas também mereceram outro tratamento. "Com uma roupagem mais pop", define o diretor. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

A SAGA MUSICAL DE CECÍLIA... - Galpão do Folias. Rua Ana Cintra, 213. 5.ª a sáb., 21h. dom., 19h. R$ 30. Estreia amanhã. Até 3/6.

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