A tarde é dos grandes musicais

Halloweentown 2: A Vingança de Kalabar

UBIRATAN BRASIL, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2012 | 03h11

15H40 NA GLOBO

(Halloweentown 2: Kalabar's Revenge). EUA, 2001. Direção de Mary Lambert, com Kimberly J Brown, Judith Hoag, Daniel Kountz, Joey Zimmerman, Emily Roeske, Phillip Van Dyke.

Tempos depois de enfrentar o feiticeiro Kalabar em Halloweentown, as bruxas Cromwell são chamadas novamente para salvar a cidade mágica. O mal encarna agora em Cal, filho de Kalabar, que planeja não apenas destruir o lugar, mas também transformar em horríveis monstros todos os humanos que festejam o dia das bruxas no mundo real. Parece uma bobagem (e é), mas fez grande sucesso. Ao gosto do espectador. Reprise, colorido, 81 min.

Eleição - O Submundo do Poder

22 H NA CULTURA

(Hak Se Wui). Hong Kong, 2005. Direção de Johnnie To, com Simon Yam, Tony Leung Ka Fai, Louis Koo, Nick Cheung e Ka Tung Lam.

A trama gira em torno da eleição para presidente da Sociedade Wo Shing. A rivalidade se concentra entre os dois candidatos para a vaga: Lok, o favorito, que faz o tipo mais tradicionalista, e Big D, dono de um comportamento mais enérgico e oportunista, a ponto de oferecer dinheiro em troca de voto e ameaçar aqueles que não estão do seu lado. Johnnie To é um cineasta que entende bem o funcionamento da violência no comportamento humano. Tanto que o pacato Lok, depois de eleito, descobre portar uma fúria que não julgava ter. Reprise, colorido, 94 min.

171: Criminal

23 H NA REDE BRASIL

(171). EUA, 2004. Direção de Gregory Jacobs, com C. Reilly, Diego Luna, Maggie Gyllenhaal.

Dois homens dão início a uma série de pequenas trapaças, mas pretendem faturar alto com surgimento de colecionador de moedas antigas. Versão americana para o filme Nove Rainhas (2000), de Fabián Bielinsky, um dos primeiros fenômenos de bilheteria de um longa argentino no Brasil. Na verdade, aqui se trata de adaptação sem muita inspiração: Jacobs transforma a sofisticada história de um malandro latino em mais uma trama comum cheia de reviravoltas. Pode até divertir, mas não tem o requinte do original. Reprise, colorido, 87 min.

Bem Vindo à Prisão

0 H NA RECORD

(Let's Go to Prision). EUA, 2006. Direção de Bob Odenkirk, com Dax Shepard, Will Arnett, Chi McBride, David Koecjener, Amy Hill.

Criminoso planeja vingança contra juiz que o persegue desde a adolescência. Como o cara morreu, ele transfere seu ódio para o filho do magistrado e consegue fazer com que também seja preso. Na cadeia, surpreendentemente, ficam amigos. Deveria ser uma comédia - falta provocar risos. Reprise, colorido, 84 min.

TV PAGA

Sinfonia em Paris

14 H NO TCM

(An American in Paris). EUA, 1951. Direção de Vincente Minnelli, com Gene Kelly, Leslie Caron e Nina Foch.

Gene Kelly vive o estudante de arte que está dividido entre duas mulheres, em Paris: a pobretona Leslie Caron e a ricaça Nina Foch. O fio da meada não é tão inspirador mas ganha contornos de um clássico nas mãos do diretor Vincente Minnelli, conhecido pelo bom gosto com que dirigiu grandes musicais na Metro. Aqui, a beleza é estonteante culminando com a suíte An American in Paris, de Gershwin, quando Kelly dança atrás de Leslie numa Paris reconstruída sob a ótica de pintores fundamentais. Coroado de Oscars (filme, roteiro, fotografia, música, direção de arte e figurinos, além de um especial para Kelly), não levou o prêmio de direção, atribuído a George Stevens, por Um Lugar ao Sol. Minnelli teve de esperar mais sete anos para ganhar, em 1958, o prêmio de direção por outro grande musical, Gigi. Reprise, colorido, 115 min.

Nos Bastidores da Notícia

17 H40 NO TELECINE CULT

(Broadcast News). EUA, 1987. Direção de James L. Brooks, com William Hurt, Albert Brooks, Holly Hunter, Robert Prosky, Lois Chiles, Joan Cusack.

Um triângulo amoroso se desenvolve na redação do telejornal de uma rede de televisão: uma jovem produtora de noticiários e mais talentosa da rede; o correspondente recém-contratado pela cadeia de TV, que conseguiu uma colocação por sua boa aparência e carisma; e um prestigiado jornalista, cujos métodos parecem estar ultrapassados e vê-se obrigado a enfrentar o novo correspondente pelo amor da jovem. O que deveria ser uma comédia sofisticada, sobre assunto sempre interessante (a relação entre pessoas que trabalham na grande emissora), não passa de um amontoado de personagens desinteressantes (Hurt está irritante como o âncora afetado), que só provocam bocejos. Reprise, colorido, 132 min.

Cantando na Chuva

18H10 NO TCM

(Singin' in the Rain). EUA, 1952.Direção de Stanley Donen e Gene Kelly. Com Gene Kelly, Debbie Reynolds e Donald O'Connor.

A tarde de hoje é dedicada aos grandes musicais. Esse é daqueles clássicos inquestionáveis, que reúne na dose certa criatividade na trama, inventividade na coreografia. Conta a história de dois amigos que chegam a Hollywood nos anos 20, quando o cinema mudo agoniza. O desafio deles é acertar com a chegada dos filmes sonoros. Impossível destacar apenas um número musical que, além da destreza de Kelly, conta ainda com o tom de comédia de O'Connor. Um grande filme. Reprise, colorido, 102 min.

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