A tábua deve voltar

Sem pressa, Jorge Ben Jor não liga para essa ânsia por novidades, disco de inéditas e nada disso. Faz uma participação ali, outra aqui. Vai de mansinho, no seu tempo. Ele diz que, surpreendentemente, seu público não exige isso. "É incrível isso. Eles realmente não pedem música nova. Pedem, sim, coisas antigas."

O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2012 | 03h10

Em razão disso, outro projeto seu aguardadíssimo para este ano é a reedição de A Tábua de Esmeralda, de 1974. O álbum, uma alquimia musical, como costuma dizer Jorge Ben - naquela época ele ainda assinava dessa forma, Os Alquimistas Estão Chegando, Errare Humanum Est e Menina Mulher da Pele Preta, entre suas faixas. Revisitar o trabalho, num show executando o disco na íntegra, será o retorno do músico carioca ao violão. O hiato teve uma breve interrupção com o lançamento, também pela MTV, do Acústico, em 2002.

O Jorge Ben Jor que surgiu em 1963 imprimiu uma batida percussiva e acelerada ao violão. Fez história, fez festa. A Tábua de Esmeralda é um dos seus discos mais acústicos. O seguinte, Solta o Pavão, lançado um ano depois, já trazia um violão amplificado. África Brasil, de 1976, que entrou na lista dos 50 discos mais cool da história revista Rolling Stone americana, já trazia uma versão elétrica do músico.

"Estou esperando por isso, explicando tudo, um por um (dos arranjadores). Mas igual não vai ser, né? Eu fazia o Tábua sem efeito nenhum. As afinações são todas diferentes. Mas pretendo fazer algo bem medieval, Renascentista. Era algo antigo e moderno", explica. / P.A.

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