Felipe Panfili
Felipe Panfili

‘A SPFW é só para convidados; queremos abrir’, diz empresário

CEO da IMM, dona de 50,1% das ações da São Paulo Fashion Week, Alan Adler quer atrair mais público para o evento e promete mais shows do Cirque du Soleil, com quem sua empresa tem parceria

Paula Reverbel, O Estado de S. Paulo

27 de abril de 2019 | 03h00

Cerca de um ano depois de comprar 50,1% das ações da São Paulo Fashion Week, a IMM estuda planos de abrir a semana de moda paulista. “Para o futuro, acho que temos de agregar experiências, para atrair mais público. Queremos abrir para pessoas de fora desse mundo mas que tenham interesse por ele”, explica Alan Adler, CEO empresa ao Estado. Outros projetos incluem agregar mais conteúdo relacionado à moda, como palestras e exposições. Adler também promete que sua empresa trará mais shows do Cirque du Soleil, com quem sua empresa tem uma parceria, e fala sobre a polêmica taxa de conveniência na venda de ingressos. Leia trechos da entrevista:

Vocês compraram 50% da SPFW há um ano, certo? O que têm feito?

Sim. Não chega a fazer um ano que estamos com ela, mas já estamos no segundo evento. Nós adoramos o Paulo (Borges, idealizador da semana de moda paulista), ele é um cara incrível. Estamos procurando entender um pouquinho sobre como funciona a dinâmica do evento e do setor, para poder ajudar. De cara, a gente trouxe o Santander, que é o principal patrocinador da SPFW. Além disso, temos uma estrutura de back office muito forte: ajudamos no planejamento financeiro, no setor de contratação de fornecedores, na área jurídica, no marketing... Não parece nada, mas a gente pluga a nossa estrutura e facilita muito a vida do cara que toca o business, no caso, o Paulo Borges. Ele foca naquilo que ele tem de fazer.

E que planos vocês têm para o futuro da SPFW?

Fala-se em transformar em um festival. Tudo na vida hoje é experiência. A única coisa que a gente pretende no futuro é crescer essa experiência. Hoje, a SPFW é um evento só para convidados. Achamos que é muito fechado. Porque as pessoas não têm o direito de ir lá e ver um desfile pela primeira vez na vida? A gente provoca esse tipo de discussão e o Paulo se mostra muito aberto. Para o futuro, acho que temos de agregar experiências, para atrair mais público. Queremos abrir para pessoas de fora desse mundo, mas que tenham interesse nele. E crescer o conteúdo. Além de desfile de moda, pode também ter exposição e palestras.

A IMM tem uma joint venture com Cirque du Soleil, certo? Quais são os planos?

Vamos trazer mais shows. Ainda não definimos qual, temos reunião com eles no mês que vem. Para definir o próximo espetáculo que vamos trazer. O atual, Ovo, está fazendo muito sucesso.

Por que vocês são donos de uma empresa de venda de ingressos?

Temos a Tudos, onde é possível comprar ingressos para o UFC, para o Rio Open (campeonato de tênis), para o festival gastronômico Taste of São Paulo. Por um motivo. Hoje, é muito importante conhecer o perfil do seu cliente. Com essa empresa, sabemos exatamente que tipo de pessoa está comprando o nosso ingresso. Quando você contrata uma terceirizada, ela não passa essa informação para você. E precisamos manter a nossa relação com o nosso fã o ano todo.

Como veem a decisão judicial que obrigou a Ingresso Rápido a devolver as taxas de conveniência dos últimos cinco anos aos clientes?

Fazemos parte de uma associação que se juntou para se defender (de ações do tipo) e entrar com um recurso. Se essa decisão for mantida, vai quebrar totalmente o setor. Essa taxa está no mundo inteiro. A Eventim, uma empresa europeia listada em bolsa de valores na Alemanha. A TicketMaster, da Live Nation, listada em bolsa nos EUA. Todos cobram essa taxa de até 20%, é mercado livre, compra quem quer. Se quebrar esse setor, a gente volta a fazer fila para comprar ingresso de cinema, sem saber se vai ter lugar. Volta a comprar entrada de show em supermercado.

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