A simplicidade de um trio em estado de graça

JAZZ[br]JASON MORAN[br]TEN [br]Blue Note[br]Preço: R$ 70, em média (importado) [br]ÓTIMO

ROBERTO NASCIMENTO, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2011 | 00h00

Uma telepatia tranquila rege a interação entre o trio Bandwagon, liderado pelo pianista Jason Moran (foto) há mais de dez anos. Desde o disco Facing Left, marco do jazz moderno, o baixista Tarus Mateen e o baterista Nasheet Waits o acompanham com uma pulsação abrangente e descontraída, formando alicerces flexíveis sobre os quais Moran decola em voos que mesclam linguagens populares e eruditas de maneira sucinta e acessível. No novo disco, Ten, o caldeirão é de free jazz, blues, conceitos vanguardistas e pitadas de música eletrônica. Mas o que sobressai é a simplicidade de Moran, que raramente desfere frases vertiginosas sem que os seus companheiros o instiguem. As joias deste ótimo disco são as baladas. Em Study N.º 6, por exemplo, o toque de Moran boia, plácido, quase inerte, em um oceano de texturas exuberantes criado por Waits e Mateen. O trio raramente ataca com andamentos eufóricos, mas quando o faz, o resultado traz um suingue letal, como o de Gangsterism Over 10 Years.

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