A série por Lee Siegel, crítico americano

"Essas quatro mulheres - uma jornalista, uma relações públicas, uma advogada e uma negociante de arte, todas muito bem sucedidas, são constantemente humilhadas, insultadas e constrangidas sem o mais leve efeito em seus egos ou sua autoestima. Elas parecem ter sido feridas de quase todas as maneiras que uma mulher pode ser ferida por homens, e nem tomam antidepressivos."

, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2010 | 00h00

"Um namorado, enfurecido com uma pergunta levemente crítica que Miranda lhe fez - os homens nessa série são na maioria cafajestes agressivos ou cafajestes carentes - lhe diz enquanto ela está deitada em sua cama: "Vou tomar uma ducha. Quando eu voltar, gostaria que você não estivesse aqui." Isso não a perturba muito mais do que quebrar o salto de um sapato."

"Parte da razão para o retrato de mulheres buscando o sexo pelo bem do sexo é que os dois criadores da série, Darren Star e Michael Patrick King, são gays. Nesse nível, Sex and the City faz parte de uma longa tendência imaginativa na arte popular: a que inclui Cole Porter, George Cukor, Rock Hudson, os autores de A Feiticeira e outros gays."

"Há uma qualidade nas subversões de Sex and the City que é mais amarga que divertida, um elemento que é quase vingativo. Perpassa um subtexto que equivale a um manifesto para certo tipo de sexo masculino gay: anônimo, rude, tosco, promíscuo. Stanford, o leal amigo gay de Carrie, declara que "o único lugar onde se pode encontrar amor é na comunidade gay. É o amor heterossexual que está no armário."

"Alguns dos namorados do quarteto nas primeiras temporadas usavam pulôveres enfiados dentro da calça. Se os atores que interpretaram esses caras heteros não eram gays, quero ser o Montgomery Clift."

(Trechos do ensaio "Quem realmente anda saindo com Carrie?", do livro Falling Upwards.)

/ TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK

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