A primeira dama de ferro de Meryl

Dr Dolittle 4

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2012 | 03h07

15H40 NA GLOBO

(Dr Dolittle: Tail to the Chief). EUA, 2008. Direção de Craig Shapiro, com Kyla Pratt, Malcolm Stewart, Niall Matter, Elise Gatien, Peter Coyote, Karen Holness.

No quarto filme da série, Eddie Murphy caiu fora e a cena é ocupada por Kyla Pratt como sua filha, Maya Dolittle, que herdou a habilidade do pai para falar com animais (e sonha ser veterinária). O cão do presidente dos EUA fica doente e ela é chamada para resolver o que vira uma crise nacional. Reprise, colorido, 90 min.

Tony Manero

22 H NA CULTURA

Brasil, Chile, 2007. Direção de Pablo Larraín, com Alfredo Castro, Amparo Noguera, Héctor Morales.

O horário da Mostra reprisa, agora dublado, o longa do chileno Larraín que trata do Chile sob Pinochet por meio da história de imitador de John Travolta em Embalos de Sábado à Noite (e que faz de tudo para vencer concurso de dança na TV). Reprise, colorido, 97 min.

Os Anos JK

22H30 NA TV BRASIL

Brasil, 1980. Direção de Sílvio Tendler.

Críticos podem discutir se Cabra Marcado para Morrer ou Santiago é o maior documentário do cinema brasileiro - e se Eduardo Coutinho ou João Moreira Salles é o maior documentarista -, mas em termos de público não tem para ninguém. Com Os Anos JK e Jango, Sílvio Tendler elevou o gênero ao status de blockbuster, com público na casa do milhão. Há 32 anos, o clamor por democracia já era grande no País, que ainda vivia o ciclo dos presidentes militares - João Figueiredo ocupava o poder, sucedendo a Ernesto Geisel. Nesse quadro, e evocando a Presidência de Juscelino Kubitschek, Tendler não apenas fez o elogio da democracia como mostrou que o Brasil floresceu com ela. A indústria automobilística, a bossa nova e a Copa do Mundo viraram a cara do Brasil de JK, o presidente que ainda era um pé de valsa (e adorava dançar). Reprise, colorido e preto e branco, 110 min.

Super Tiras

22H45 NO SBT

(Super Troopers). EUA, 2001. Direção e interpretação de Jay Chandrasekhar, com Kevin Heffernan, Steve Lemme, Paul Soter.

Policiais urbanos e patrulheiros rodoviários vivem em guerra na fronteira do Canadá. Humor na linha pastelão de Loucademia de Polícia. O ator e diretor Chandrasekhar não é exatamente uma garantia - nem de diversão mínima. Reprise, colorido, 105 min.

Mamãe É de Morte

23 H NA REDE BRASIL

(Serial Mom). EUA, 1994. Direção de John Waters, com Kathleen Turner, Sam Waterston, Ricki Lake, Matthew Lillard, Traci Lords, Patricia Hearst, Suzanne Sommers.

Kathleen Turner é a perfeita mãe e dona de casa, mas o que vem a público - e ela termina indo a julgamento - é que se trata de uma serial killer em defesa da família. O rei do kitsch, John Waters, perdeu o humor ou o foco? Ele foi abrandando sua virulência e este filme é esquisito. Ao abordar o papel da mídia na criação de 'monstros', ele aumenta a confusão. Mas o filme, mesmo polêmico, merece ser visto - por Kathleen, que é ótima. Reprise, colorido, 93 min.

O Homem Que Ninguém

Conheceu

0H15 NA CULTURA

(The Man Nobody Knew: In Search

of My Father, CIA Spymaster William Colby). EUA, 2011. Direção de Carl Colby.

O diretor Carl Colby expõe segredos de família e de Estado ao evocar a figura do pai, um espião da CIA. Reprise, colorido, 104 min.

Sob o Domínio do Mal

1H40 NA REDE BRASIL

(The Manchurian Candidate). EUA, 2004. Direção de Jonathan Demme, com Denzel Washington, Liev

Schreiber, Meryl Streep, Jon Voight, Kimberly Elise, Jeffrey Wright.

Remake do thriller político cult que John Frankenheimer fez com Frank Sinatra e Laurence Harvey em 1962. A nova versão faz de Denzel Washington o soldado que sofreu lavagem cerebral durante a Guerra do Golfo e é enredado numa trama para assassinar candidato à Presidência dos EUA. O que está em jogo é o poder das corporações no mundo moderno. Embora o filme antigo seja melhor, este talvez seja o mais interessante de Demme desde o Oscar de O Silêncio dos Inocentes. Meryl Streep contribui, numa dama de ferro anterior a Margaret Thatcher em sua carreira. Reprise, colorido, 129 min.

TV Paga

Quanto Mais Quente Melhor

19H40 NO TELECINE CULT

(Some Like It Hot). EUA, 1959. Direção de Billy Wilder, com Jack Lemmon, Tony Curtis, Marilyn Monroe, Joe E. Brown, George Raft.

Pouca gente sabe disso ou destaca o fato de que a obra-prima de Wilder baseia-se numa comédia francesa de 1935, Fanfare d'Amour. Ou que também existe outra comédia com Bob Hope e o mesmo título original, de 1939. Seja como for, a história dos dois músicos que testemunham chacina de gângsteres e se disfarçam como mulheres numa orquestra de senhoritas virou um clássico do humor - e ostenta a fama de ser a melhor comédia norte-americana de todos os tempos, escolhida numa votação do AFI, American Film Institute. Marilyn nunca foi mais sexy do que no papel de 'Sugar', mas o que define o filme é a frase final do apaixonado Joe E. Brown, ao descobrir que Lemmon, como a 'mulher' que ama, é homem. Reprise, colorido, 119 min.

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