A presença brasileira

Desde a menção às ousadias que o artista Flavio de Carvalho (1899-1973) já realizava na década de 1930 - como a Experiência n.º 2, em que andou de boné contra o fluxo de uma procissão religiosa -, consideradas pelos curadores como grande exemplos de contemporaneidade, a 29.ª Bienal apresenta criações de brasileiros de diversas gerações, chegando até jovens que participam pela primeira vez deste grande evento. No time do Brasil, o destaque se dá para a exibição de obras de diversas linguagens (fotografia, desenho, escultura, objetos, pinturas) e escalas - curioso é ver que poucos criadores nacionais estão representados por trabalhos em vídeo, tal é a predominância nas obras dos artistas estrangeiros. Na cadência da mostra, a obra plural nacional se mistura como, por exemplo, uma delicadeza dos bordados de Leonilson se depara com a crueza e beleza das imagens do vídeo do fotógrafo Miguel Rio Branco.

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