A pintura cubana em três visões

Três cubanos, Enrique Baster, LuisAntonio Espinosa e Miguel Angel Salvo, se conheceram noInstituto Superior de Arte, em Havana, e além da escola e danacionalidade, têm em comum o gosto por um gênero: a pintura. Écerto que, desde muito cedo, cada um em seu respectivo povoadoou cidade começou a pintar e hoje, apesar do mesmo gênero,apresentam um modo diferente de mesclar elementos, de utilizaras cores e refletir as influências da ilha. Só Queremos Pintar, a exposição coletiva queinauguram nesta terça-feira à noite na Galeria Francine, com curadoriade Jacqueline Shor, é uma oportunidade para descobrir o modocomo eles utilizam suas telas. Paisagens rurais ou marinhas são os temas explorados porAntonio Espinosa, artista que escolheu utilizar uma paletaformada pelo branco, preto e cinza. Para ele, o coloridodelimita o jeito de o espectador ver uma imagem. E sua idéia édeixar que os outros decidam: as marinhas podem estar emcontexto de noite ou de dia, são hiper-realistas, mas não sãotiradas de um local. São formadas por planos que Espinosa cria em sua cabeça,que mistura por meio de várias paisagens que vê tanto in locoquanto em fotografias, impressas. "Com o branco, preto e cinzaé mais fácil fazer a sincronia mental", diz o artista. Já Enrique Baster produz há quatro anos a série"Indiscrições Domésticas" com pinturas que trazem interioresde casas com sofás metamorfoseados, maneira de falar sobre osimbólico. E Salvo mistura ícones latino-americanos, figuras queremetem ao realismo socialista em cores como laranja, vermelho ecinza, uma pintura caótica e simultaneamente formalista. Serviço - Só Queremos Pintar. De segunda a sexta, das 10 às 19horas; sábado, das 10 às 14 horas. Galeria Francine. AlamedaLorena, 1.998, São Paulo, tel. 3088-7540. Até 23/11. Abertura,terça, às 20 horas

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