A ofensiva europeia

A ofensiva europeia

São Paulo abriga, por uma semana, ótimas mostras com 26 filmes italianos, franceses e poloneses

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2010 | 00h00

Um dos méritos (o maior?) da Mostra de São Paulo tem sido, ao longo de décadas, subverter as normas da censura (durante o regime militar) e do mercado (o deus que hoje dita o consumo). O mercado está formatado para a produção de Hollywood e privilegia os blockbusters, que preferencialmente devem ser consumidos com pipoca e refrigerante. Existem bons, grandes filmes feitos nessas condições. Mas existem outras formas de encarar o cinema, e espectadores interessados nelas.

Não são filmes de 1 milhão de espectadores, mas o sucesso de público, nunca é demais lembrar, não é a única ferramenta de avaliação e, menos ainda, quando se fala em estética. Há uma overdose de cinema europeu entrando em cartaz nesta semana. Não são estreias regulares. São ciclos formados por obras inéditas e que vão atualizar o cinéfilo com novas tendências do cinema italiano, do francês, do polonês.

Um "guapíssimo" italiano veio ajudar a promover essa ofensiva da Europa nas telas de São Paulo. Kim Rossi Stuart foi melhor ator no Festival de Valência por Questione di Cuore, de Francesca Archiburgi. Para só ficar nos italianos, Elio Germano também foi melhor ator em Cannes por La Nostra Vita, de Daniele Lucheti. O novo cinema francês é representado, entre outros autores, por Mia Hansen-Love, de Tudo É Perdoado. A nova realidade da Polônia inclui Garotas de Shopping, de Katarzyna Roslaniec, sobre pré-adolescentes que se prostituem. Onze filmes italianos, nove poloneses e seis franceses - 26 títulos para conferir durante uma semana vão exigir um rigoroso exercício de seleção.

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