A nave mãe de três gerações do 'rock analógico'

Enquanto Dave Grohl afina o violão e se ajusta na cadeira para começar a gravar, solitário, no centro de uma grande sala de um estúdio em Los Angeles, sua voz narra o início de uma instigante aventura. "Éramos garotos sem nada a perder, sem um lar, mas tínhamos músicas e sonhos. Jogamos tudo no porta-malas de uma van e dirigimos. Nosso destino? Sound City."   O 'éramos' diz respeito ao Nirvana, banda da qual era baterista a serviço de Kurt Cobain. E o Sound City se tratava da Meca para onde o rock and roll 'de alma' passou a migrar duas décadas antes de 1991, ano em que o Nirvana entrou em suas dependências para registrar o definidor Nevermind.   O documentário dirigido por Grohl conta a saga deste estúdio de Joe Gottfried erguido em uma ex-fábrica de amplificadores Vox, por onde boa parte do rock passou desde 1971, quando o Fleetwood Mac chamou a atenção para os seus superpoderes analógicos. Johnny Cash, Carl Perkins, Tom Petty, John Forgety, Rick Springfield, Neil Young - personagens de um conto que tem o Sound City como um apaixonante protagonista.

João Maria, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2013 | 02h08

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