A morte, por Bergman e Peter Weir

O Gigante de Ferro

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2012 | 03h10

16H15 NA GLOBO

(The Iron Giant). EUA, 1999. Direção

de Brad Bird.

Antes da obra-prima Ratatouille, uma das grandes animações do cinema, e de Protocolo Fantasma, sua live action da série Missão Impossível, o diretor Brad Bird já dera a medida de seu talento com este outro desenho que recria o clima de paranoias dos anos 1950, por meio da história de garoto que se liga a robô vindo do espaço. A humanização do que poderia ser um monstro - o robô - rende momentos de grande beleza e sensibilidade. Reprise, colorido, 86 min.

Estamira

22 H NA TV BRASIL

Brasil, 2004. Direção de Marcos

Prado.

Antes de Paraísos Artificiais, em cartaz nos cinemas, o diretor (e fotógrafo) Prado havia feito este documentário sobre mulher que conhecera ao realizar um ensaio fotográfico no lixão do Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, Rio. Estamira, a personagem, com seus problemas mentais, permite ao cineasta discutir temas como a vida nos aterros, a miséria brasileira e a saúde pública, mas principalmente rende tributo a uma guerreira que lutou por sua comunidade. O filme é muito bom, ganhou vários prêmios (no País e no exterior). A pergunta que não quer calar - e que o repórter fez a Prado, no Festival do Recife, em que Paraísos foi premiado: o que ele achou do lixão cenográfico da novela das 8 da Globo, Avenida Brasil? "Faltou urubu." Reprise, colorido, 127 min.

Ponto de Partida

22H45 NA REDETV!

(Powder Blue). EUA, 2009. Direção

de Timothy Linh Bui, com Jessica

Biel, Ray Liotta, Eddie Redmayne,

Forest Whitaker, Lisa Kudrow, Patrick Swayze.

As vidas de várias pessoas cruzam-se no submundo de Los Angeles - agente funerário apaixona-se por stripper, ex-padre relaciona-se com transexual e o líder de uma organização criminosa enfrenta problemas com seu bando. Foi um dos últimos filmes interpretados por Patrick Swayze, que faria só mais um (The Beast) e morreria naquele ano. Reprise, colorido, 103 min.

17 Outra Vez

22H30 NO SBT

(17 Again). EUA, 2009. Direção de

Burr Steers, com Zac Efron, Leslie Mann, Thomas Lennon, Michelle

Trachtenberg.

Garoto larga futuro promissor como atleta para se casar com colega. Passam-se os anos, ele se sente um fracasso quando ocorre fato curioso que o devolve aos seus 17 anos (e à necessidade de refazer aquela decisão). O herói vai tentar mudar alguma coisa? E o quê? Zac Efron é a atração, mas até as fãs mais devotadas do astro vão achar que ele precisa escolher melhor seus papéis. Este, até que não é dos piores. Basta comparar com Um Homem de Sorte, em cartaz nos cinemas. Esse, sim, é o ó. Reprise, colorido, 100 min.

Raimunda, A Quebradeira

1H NA CULTURA

Brasil, 2006. Direção de Marcelo Silva.

Raimunda Gomes da Silva, de 66 anos, é líder das mulheres que ganham a vida quebrando cocos na região do Bico do Papagaio, em Tocantins. O filme tenta dar conta da personagem e da comunidade em que vive. Outra abordagem, mais poética, do tema é fornecida por Evaldo Mocarzel, em seu documentário Quebradeiras. Reprise, colorido, 52 min.

TV Paga

Gritos e Sussurros

20H20 NO TELECINE CULT

(Viskningar och Rop/Cries and Whispers). Suécia, 1972. Direção de Ingmar Bergman, com Liv Ullman, Ingrid Thulin, Harriet Andersson, Kari Silwan, Erland Josephson.

Um dos mais belos filmes de Bergman, embora seja difícil afirmar que se trata de sua obra-prima. Afinal, foi o artista que fez Morangos Silvestres e Quando Duas Mulheres Pecam (Persona). Mas este filme é especial. Quatro mulheres numa casa. Uma dela agoniza, morrendo de câncer. Uma rara experiência humana e estética. Reprise, colorido, 106 min.

Nos Bastidores da Notícia

22 H NO TELECINE CULT

(Broadcast News). EUA, 1987. Direção de James L. Brooks, com William Hurt, Albert Brooks, Holly Hunter.

Os bastidores do jornalístico de maior sucesso numa grande emissora de TV dos Estados Unidos. A produtora Holly Hunter divide-se entre William Hurt e Albert Brooks. Qual deles vai substituir o âncora Jack Nicholson? O "sabonetão" que o público considera simpático ou o jornalista empenhado, mas não tão palatável? O diretor e roteirista Brooks cultiva um estilo de comédia dramática baseado na força dos diálogos e das interpretações. A cena final, que mostra o reencontro do trio, vai além disso e oferece riqueza de mise-en-scène. Reprise, colorido, 131 min.

Sem Medo de Viver

22 H NO TCM

(Fearless). EUA,1993. Direção

de Peter Weir, com Jeff Bridges,

Isabella Rossellini, Rosie Perez.

Depois de Truman Show, em que antecipou os reality shows e discutiu a existência de Deus, o australiano Weir fez este filme sobre homem que sobrevive a acidente aéreo e passa a viver com a sensação de imortalidade. Um filme que, sem banalizar, torna importantes questões existenciais e filosóficas acessíveis à média dos espectadores. Reprise, colorido, 122 min.

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