A morte de Schroeter, príncipe do experimentalismo alemão

Morreu de câncer, na noite de segunda-feira, numa clínica de Berlim, o diretor Werner Schroeter (foto). Tinha 65 anos e era considerado um dos mais importantes autores da geração que criou o novo cinema da Alemanha, nos anos 1960. Schroeter seguiu uma trajetória particular. No começo de sua carreira, ele levou ao limite o experimentalismo - e diante de A Morte de Maria Malibram, de 1972, os críticos disseram que seria impossível exagerar mais nos efeitos de estilo.

, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2010 | 00h00

Os demais filmes pareceram, em comparação, mais "sociais" - Os Irmãos Napolitanos e Palermo, de 1977 e 79, são barrocos e operísticos, mas a reconstituição de vidas miseráveis sugere um engajamento muito grande de Schroeter à esquerda. Sua obra mais famosa - e polêmica - é O Concílio do Amor, de 1982, com a cultuada Magdalena Montezuma. Schroeter volta aos excessos para mostrar como Deus pune os Bórgias introduzindo a sífilis em sua corte.

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