A morte antes do sucesso

Jornalista e escritor sueco, Stieg Larsson escreveu três romances policiais que tentou vender às maiores editoras de seu país e do exterior. A trilogia Millennium terminou vindo a público após a morte prematura do autor, aos 50 anos, em novembro de 2004, de um ataque do coração. Os Homens Que não Amavam as Mulheres, A Menina Que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar venderam 20 milhões de exemplares e, em 2008, ele foi o segundo autor mais lido no mundo.

O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2011 | 03h06

A trilogia foi adaptada para o cinema - na Suécia e, agora, em Hollywood. Existem boas chances de que Os Homens Que não Amavam as Mulheres vá para o Oscar e que o 2 e o 3 sejam filmados. Tudo isso vai engordar ainda mais a conta bancária dos herdeiros de Larsson. Ele próprio não se beneficiou da fortuna que a literatura lhe garantiu.

Seus livros são quase uma consequência da atividade como jornalista e ativista político. Antinazista de carteirinha, Larsson também foi um crítico feroz das grandes corporações que dominam a economia mundial. Tudo isso passa na trilogia, em que jornalista é contratado para decifrar o mistério do desaparecimento de uma mulher, 36 anos antes. Ele se liga a uma investigadora punk que sofreu assédio. Há um assassino em série que mata mulheres segundo preceitos bíblicos - como o de Seven, Os Sete Pecados Capitais, de David Fincher. Quem começa os livros, segue magnetizado até o final. Leia o livro e veja o filme. É Fincher, que vale como garantia de qualidade. / L.C.M.

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