A mamusca Rosi Campos já torceu o nariz para a TV

O currículo de Rosi Campos não poderia ser mais eclético. São cerca de 15 filmes e 30 espetáculos teatrais (ela não sabe direito), dez anos de Telecurso, outros tantos de Castelo Rá-Tim-Bum, dez novelas e duas minisséries (Hilda Furacão e A Casa das Sete Mulheres). Mas só agora, aos 50 anos, experimenta a chamada popularidade como Edilásia Sardinha, a mamusca da bem sucedida Da Cor do Pecado. Em entrevista ao Estado, Rosi lembra do tempo em que torcia o nariz para a TV e defende o veículo como instrumento útilo ao País. Estado - Chegou a sua vez na televisão?Rosi Campos - Nos 10 anos em que faço TV, é o papel que mais me deixa à vontade. É uma personagem pela qual o autor tem grande carinho. Todos os núcleos são bons, o ibope é de novela das oito. João Emanuel fez uma história que agrada porque é simples, fala de pai e filho, avô e neto. A família brasileira quer se ver e dar risada.Você fez parte do grupo de teatro Ornitorrinco e era da turma que odiava televisão. Quando isso mudou?A nossa opção era outra e nem tínhamos noção de que poderíamos investir na TV. Éramos idealistas e criticávamos todos os meios de comunicação. A gente não saía de São Paulo, Ubu e Teledeum ficaram anos em cartaz e nem pensamos em levá-las para o Rio. A televisão é outro mundo, é referência neste país. A novela substitui o romance que o cara não lê, o filme que não vê e muitas vezes a única opção de lazer. A TV é regeneradora, pode salvar muita gente. Salvar como?Sempre quis fazer um programa de saúde porque acho que iria ajudar as pessoas. O Telecurso, que fiz durante 10 anos, e o Castelo Rá-Tim-Bum me deram essa dimensão do poder da TV. Outro dia fui à formatura de crianças no primeiro e segundo grau em Imperatriz, no Maranhão e não acreditei quando vi 40 mil alunos formados pelo Telecurso. Este país é muito grande e precisa de muita coisa. A TV trata bem as mulheres mais velhas ou fora de padrão?As pessoas mitificam as mulheres da televisão. Tem as lindas, mas também tem as normais. No teatro não importa ser gorda, velha, ter banha e celulite. No elenco de novela cabe de tudo: as lindas e as foras de padrão. Mesmo porque dos 50 anos em diante a gente vira meio dinossauro. É bom ser mãe de tantos gatos?Eles são uns amores: Caio Blat, Pedro Neschiling, Cauã Reymond e o Reinaldo Gianechini. Estamos muitos juntos: fazemos aulas de lutas marciais juntos, gravamos muito e ainda vemos TV um na casa do outro. O bom é que estou sempre rodeada de homens lindos, com dentes maravilhosos. Você se considera uma humorista?Humorista é o Chico Anysio, o Agildo Ribeiro, o Ari Toledo. Eu sou comediante.

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