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'A justiça foi feita', diz pai de Michael Jackson sobre condenação

Amigos e parentes do cantor comentaram a decisão do júri, anunciada na última segunda-feira

AP

08 de novembro de 2011 | 17h21

LOS ANGELES (AP) - Após o anúncio da condenação de Conrad Murray pela morte de Michael Jackson, parentes do cantor e amigos de Murray se pronunciaram à agência de notícias AP:

 

"A justiça foi feita", afirmou Joe, pai do cantor, ao sair da Corte de Los Angeles.

 

"Me sinto melhor agora", disse a mãe de Michael, Katherine. Ela contou ainda que estava confiante de que esse fosse o resultado do julgamento.

 

"Michael estava olhando por nós", disse La Toya Jackson, irmã do cantor.

 

"Esse homem não merecia isso. Eles o escolheram como bode expiatório", disse a ex-paciente e amiga de Murray, Donna DiGiacomo, 53, em Las Vegas. Ela soluçava enquanto falava sobre o resultado, que ocorreu "sob muita pressão".

 

"Acho que, infelizmente, por conta da AB109 [nova lei da Califórnia que diminui o tempo de permanência na prisão, por conta da superlotação do sistema carcerário], o sistema vigente atualmente é falho. Vai ser muito difícil que o Dr. Conrad Murray cumpra integralmente a pena que lhe foi imposta", afirmou o célebre advogado Steve Cooley, referindo-se à nova lei, que torna menos provável que Murray permaneça quatro anos na prisão.

 

"Nossa solidariedade vai para a família de Jackson nesse momento pela perda que eles tiveram - não do ícone pop, mas de um filho e de um irmão - e acho que isso é o mais importante que devemos ter em mente hoje", pronunciou o promotor que conduziu a acusação do médico, David Walgren.

 

"Os advogados de defesa de Murray deveriam ser processados por deturpar a verdade sobre o uso de Demerol feito por Michael e sobre minha atuação como dermatologista dele, que causaram confusão e me culparam injustamente. Eles mentiram. Qualquer sentença que Murray recebesse seria menor do que se eu tivesse meu carro roubado. Está na hora de acharmos quem deixou aquele incompetente ser médico de Michael Jackson", disse o Dr. Arnold Klein, dermatologista de longa data do cantor. Ele foi citado no julgamento, mas não foi chamado para testemunhar no caso.

 

"Acho que deveria haver uma punição maior, mas estou feliz que o júri não culpou Michael por sua própria morte. Murray e outros se beneficiaram do cantor e não o protegeram saíram dessa com uma pena leve. Michael perdeu sua vida e nós perdemos um dos maiores artistas que já tivemos. Eu perdi um amigo e nunca vou esquecê-lo", disse o Reverendo Al Sharpton, amigo da família Jackson.

 

"Dr. Murray matou Michael Jackson e o mundo agora vê isso. Esse veredito significa mais para mim do que tudo. Estou muito contente", contou Tina Masters, fã do cantor.

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