A incrível virada de Brian Hutton

Cupido - A Magia do Amor

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2012 | 03h09

16H05 NA GLOBO

(You're So Cupid!). EUA, 2010.

Direção de John Lyde, com Lauren Holly, Brian Krause, Jeremy Sumpter, Caitlin E.J. Meyer, Danielle Chuchran, Amanda Gallo.

Gêmeas, mas não idênticas - e, menos ainda, no temperamento -, irmãs têm como passatempo preferido unir casais apaixonados. Um programa adequado, mas nem de longe perfeito, para o Dia dos Namorados. Reprise, colorido, 92 min.

Idas e Vindas do Amor

22h45 no SBT

(Valentine's Day). EUA, 2010. Direção de Garry Marshall, com Julia Roberts, Ashton Kutcher, Jessica Alba, Jamie Foxx, Jennifer Garner, Anne Hathaway, Patrick Dempsey, Queen Latifah, Taylor Lautner, Shirley MacLaine, Jessica Biel, Hector Elizondo.

Várias histórias acontecem no Valentine's Day, o Dia dos Namorados, e elas questionam o amor. Ashton Kutcher cobra de Jessica Alba o fim da relação, Hector Elizondo faz o mesmo com Shirley MacLaine, após décadas de casamento. O diretor Marshall já havia feito Uma Linda Mulher com a estrela Julia Roberts. Aqui, ele se limita a encostar o filme na classe dos atores. Ainda bem que eles compõem uma galeria bem variada, inclusive em idades. Na projeção ao ar livre, no parque, Shirley aparece em cenas de um filme que fez em 1957 - Quando Vem a Tormenta, Hot Spell, de Daniel Mann. Reprise, colorido, 125 min.

Prokofiev: O Diário Inacabado

0 H NA CULTURA

(Prokofiev - The Unfinished Diary). França, Canadá, 2008. Direção de

Yosif Feyginberg.

Considerado um dos maiores compositores do século 20, Sergei Prokofiev possui uma biografia repleta de lacunas que tentam ser respondidas através da subjetividade expressa em seu diário e nas músicas. Após fugir da Rússia no período que se seguiu à revolução de 1917, ele tentou fazer carreira em países da Europa e nos EUA, retornando a Moscou durante os expurgos do stalinismo. O diretor Feyginberg tenta condensar 50 anos de história em 52 minutos. Não é tarefa fácil. Reprise, colorido e preto e branco.

TV Paga

E Sua Mãe Também

20H05 NO TELECINE CULT

(Y Tu Mamá También). México, 2001. Direção de Alfonso Cuarón, com

Maribel Verdu, Gael García Bernal, Diego Luna.

Dois adolescentes cheios de energia se envolvem com mulher mais velha. Grande êxito do mexicano Cuarón, que foi depois cooptado por Hollywood e reinventou a série Harry Potter, realizando o terceiro filme do bruxinho (bem melhor que os dois primeiros). Desejo, amor, sexo, morte - o cartaz da rede Telecine aborda tudo, e o elenco contribui para a intensidade (inclusive e principalmente erótica). Reprise, colorido, 106 min.

O Vestido

22 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 2003. Direção de Paulo Thiago, com Ana Beatriz Nogueira, Gabriela Duarte, Leonardo Vieira, Daniel Dantas, Renato Borghi.

Gabriela Duarte ganhou o Cólon de Prata, prêmio de melhor atriz no Festival de Huelva, na Espanha, e o troféu foi importante porque a resgatou de uma personagem chatíssima numa novela de Manoel Carlos. De repente, o público descobriu uma mulher e atriz mais bela e intensa, sem medo de enfrentar até o nu frontal, necessário para a construção da personagem. O filme baseia-se na história de Carlos Herculano Lopes, livremente adaptado de O Caso do Vestido, de Carlos Drummond de Andrade. Adolescentes descobrem um vestido de festa no sótão da casa e cobram da mãe o porquê da vestimenta permanecer ali. Paulo Thiago é um diretor teoricamente aparelhado para a função. Ele pensa o cinema melhor do que o faz. O Vestido talvez seja seu filme em que a intenção e o resultado mais se aproximaram. É obra de gênero, que se inscreve na vertente do melodrama, e com figuras emblemáticas - a mãe sofredora, o marido que cede à tentação, etc. Mas o público não prestigiou. O lançamento foi pequeno e apenas 30 mil pessoas assistiram ao filme nos cinemas do País. Reprise, colorido, 116 min.

Os Guerreiros Pilantras

1H25 NO TCM

(Kelly's Heroes). EUA, 1970. Direção de Brian G. Hutton, com Clint Eastwood, Telly Savalas, Don Rickles,

Donald Sutherland, Carroll O'Connor, (Harry) Dean Stanton.

Duas aventuras de guerra seguidas, ambas com Clint Eastwood - O Desafio das Águias e o cartaz do TCM -, seguidas de um atraente melodrama psicanalítico (X,Y e Z, com Elizabeth Taylor), afirmaram Brian G. Hutton como um dos mais interessantes diretores de Hollywood por volta de 1970, mas a carreira não foi adiante. É pena, porque a história dos soldados que buscam uma fortuna em ouro por trás das linhas inimigas, durante a 2ª Guerra, comporta imagens e situações hilárias. A paródia de duelo de spaghetti western, aproveitando a persona que Clint Eastwood esculpira no cinema de Sergio Leone, é muito divertida. Hutton poderia ter-se tornado um grande cineasta, mas teve problemas com o astro Clint durante a filmagem (e edição). Marcado em Hollywood, ele se cansou das dificuldades e abandonou o cinema em meados dos anos 1980. Virou bombeiro, convencido de que o mundo precisava dele mais dessa maneira. Reprise, colorido, 145 min.

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