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A Ilha da Fama

Chiquérrima, mas com um proposital clima pé na areia, Saint-Barthélemy, ou apenas St. Barths, para os íntimos, é o lugar onde Ronaldo anda sem camisa e Demi Moore, de chinelinho

Camila Anauate /SAINT-BARTHÉLEMY,

18 de janeiro de 2011 | 07h00

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ronaldo, o Fenômeno, sabe o que é bom. Não fosse ele deitar e rolar nas areias exclusivas de Saint-Barthélemy no réveillon, talvez você nem tivesse dado bola para esse pedacinho de céu na imensidão cristalina do Caribe. Mas Ronaldo só fez despertar interesse nosso, caros mortais: a ilha é bem conhecida das celebridades.

 

Antes dele, Gisele Bündchen e Alessandra Ambrósio foram flagradas nas mesmas areias, exibindo suas curvas - e as lingeries Victoria's Secret. St. Barths, sejamos íntimos também, é muito digna dos catálogos de moda.

 

A ilha em si é um ensaio fotográfico. Sorte dos papparazzi. Sem esforço dá para registrar imagens irretocáveis de praias desertas, jatinhos e iatões. De chiques e famosos. Marc Jacobs, Mariah Carey e Beyoncé são habitués. Mas quem tem colocado St. Barths no foco é o bilionário russo Roman Abramovich, dono do time de futebol inglês Chelsea.

Foi ele que promoveu a tão comentada festinha de réveillon de US$ 5 milhões e show de Black Eyed Peas. Ronaldo foi convidado, mas preferiu a badalada Nikki Beach para receber 2011. Já Alessandra Ambrósio aproveitou a mordomia com Demi Moore e outros astros na, bem, digamos, mansão do magnata.

 

Abramovich é dono da maior casa da ilha, que já pertenceu à família Rockefeller, na praia Gouverneur. Um escândalo. E de um dos mais caros iates do mundo, o Eclipse, que ofusca a vista de quem chega à ilha de barco.

 

O porto de St. Barths é pequeno e faz inveja. São barcos de muitos deques lado a lado, com gente bonita e bronzeada. Também tem barcos a vela e outros mais modestos, para passeios rápidos. Praticamente uma miragem, que ajuda o turista a ter uma ideia do que esperar da ilha.

Temporada de sol e mordomia? Claro. Mas o que mais pode atrair tantas estrelas internacionais ou simplesmente você?

 

St. Barths tem o melhor do Caribe. E aqui fica difícil fugir do clichê praias-de-areia-branca-e-mar-transparente. Perdão. Mas St. Barths não tem o clima do Caribe. Nada de resorts nem gringos de camisa florida tomando piña colada ao ritmo latino.

A ilha é chiquérrima e propositalmente rústica. Seus hotéis são poucos, pequenos, discretos. Lá, restaurantes sofisticados têm pé na areia. Só lá, modeletes desfilam a moda praia para distrair você durante as refeições. E beldades se permitem usar bermudinhas e chinelinhos para dar o ar descontraído.

 

Tudo em St. Barths é requintado, herança da colonização francesa - a ilha, na verdade, foi descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e recebeu esse nome para homenagear Bartolomeu, o irmão do explorador.

 

Com 21 quilômetros quadrados, tem relevo montanhoso, o que faz do carro, diga-se Mini Cooper ou jipão 4X4, absolutamente necessário. Apesar de pequena, a ilha é diversa - e dispersa. A cada sobe, um desce de panorâmicas estarrecedoras. Pode ser o centro de Gustavia, com seus barcões. Uma casa debruçada, uma estradinha de pedra. Ou praias totalmente selvagens. Por todos os lados, o mar-piscina.

 

O fato de ter praias, casas e hotéis espalhados garante privacidade. E talvez seja esse o trunfo. Os famosos estão lá, mas nem sempre é fácil vê-los, ainda mais se você não é papparazzi. Nem convidado de Abramovich.

 

Mas, garanto, isso pouco importa. Claro que dividir a areia com modelos (numa manhã de dezembro passado, a grife Target clicava em St. Barths sua nova coleção) e cruzar sem querer com o próprio Abramovich em seu conversível (naquela mesma manhã, ele estava apressado, mais preocupado com a festa de réveillon) dá glamour à viagem. Só que St. Barths não precisa deles. E isso você só descobre lá.

 

 

 

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