A história do traço argentino

Da mesma forma que a literatura argentina não se limita a Jorge Luis Borges ou o futebol a Maradona, os quadrinhos do país vizinho não têm apenas Mafalda. Para provar essa tese, o jornalista Paulo Ramos escreveu Bienvenido (Zarabatana Books, 176 páginas, R$ 36), que será lançado hoje na Fnac da Avenida Paulista.

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2010 | 00h00

Trata-se de um passeio pelos quadrinhos argentinos, como bem observa Adão Iturrusgarai, cartunista brasileiro, autor do prefácio. "Um passeio pela história da Argentina desde o comecinho do século 20, passando pela sangrenta ditadura, as sucessivas crises econômicas até a chegada das publicações na internet." De fato, depois de mostrar como Mafalda, criação de Quino, tornou-se um ícone das HQs mundiais, Ramos, que defende os quadrinhos há muitos anos, oferece uma boa introdução ao trabalho argentino, desde aquele dedicado ao entretenimento como também o de resistência à ditadura militar.

Ramos também mostra um discreto intercâmbio com o Brasil, como a participação de Kioskerman no álbum Beleléu, do Rio, ou a história de Cammie, no Zinie Royale, de São Paulo, ambos em 2009. Prova de que a rivalidade não atinge as HQs.

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