A guerra na visão de um resistente

O lançamento simultâneo da autobiografia de Robert Capa e do livro Paris Doisneau revela como dois grandes fotógrafos registraram a guerra, um no campo de batalha e outro na cidade. Um capítulo inteiro do livro de Doisneau, Paris se Revolta, mostra como foi a ocupação, a resistência e a liberação, quando o general De Gaulle marchou com os resistentes sobre Champs-Elysées.

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2010 | 00h00

Doisneau mesmo foi um deles, ajudando com sua habilidade de artista gráfico a falsificar passaportes para seus colegas da Resistência. Digno, ele se recusou a fotografar as humilhações das mulheres que colaboraram com os nazistas, preferindo registrar a alegria dos franceses em agosto de 1944.

Há fotos tocantes das barricadas da rue des Panoyaux, dos soldados das Forças Francesas do Interior, mas uma, em particular, resume o humanista por trás da câmera: chama-se Capitulação e mostra um ciclista tentando ler a manchete do jornal de um transeunte.

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