''A gente filma porque quer ser visto''

ENTREVISTA

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2011 | 00h00

Eduardo Vaisman, diretor

180° pode ter dividido a crítica no Festival de Gramado do ano passado, mas ganhou o prêmio do júri popular e, depois, o de direção em Miami. Isso o deixa mais seguro em relação ao filme que fez?

Não vamos colocar dessa maneira, como se só os prêmios pudessem servir de aval. Mas 180° foi feito com muito empenho e carinho, e por todo mundo. Você mesmo, em Gramado, disse que não havia gostado tanto, mas prometeu rever. Isso me deixa contente, porque é a prova de que o filme desperta interesse. 180° foi premiado no Festival de Cinema Brasileiro de Miami e teve uma crítica ótima. Na França, foi a mesma coisa. O crítico fez uma leitura muito interessante, não só da linguagem, mas das questões dramáticas e éticas que, no fundo, era o que nos moviam. Isso está sendo recompensador.

E o lançamento?

A gente faz filmes para serem vistos. 180° não é um blockbuster nem terá um lançamento com centenas de cópias. Mas vai ter um lançamento decente, e isso é o que importa. Queremos, e digo no plural, porque não só eu, chegar ao público já que a discussão que a gente propõe, sobre ética, sobre afeto e relações, tem tudo a ver com o mundo atual e com o Brasil. E estou muito feliz que o meu elenco possa ser avaliado. Não só o Du, mas a Malu (Galli), o Felipe (Abib). Todos fizeram um ótimo trabalho, eu acho.

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