Por que tem filmado tão pouco?

Entrevista com

20 de novembro de 2011 | 03h08

Mas eu nunca filmei tanto na minha vida. Há dois, três anos, realmente havia feito uma parada porque nascera meu bebê e eu queria tempo para ser mãe. Fiz a comédia com Adam Sandler e o Gato porque a produção concordou em gravar minhas cenas em Paris. Mas agora acabo de fazer quatro filmes. Você vai ter uma overdose minha no ano que vem. Um dos filmes é de Alex de La Iglesia, o diretor espanhol de cinema fantástico.

O que havia de tão atraente para querer fazer a gatita?

Ela pode ser inspiração para as meninas. É independente, sabe e faz o que quer, não depende dos homens e até salva a vida do herói. Em geral, é o que fazemos, mas há essa mentalidade retrógrada de que as mulheres têm de viver à sombra dos homens.

Você parece estar falando de Frida Khalo, Viver a mexicana foi importante?

Muito. E vou contar uma coisa que nunca disse antes. Houve um momento em que Walter Salles ia dirigir o filme. Trabalhamos juntos muito tempo e ele me abriu os olhos para coisas que não percebia. Depois, o cronograma de produção foi complicado pela falta de verba, Walter foi fazer outras coisas, mas continuamos em contato e ele seguiu me ajudando. Para mim, Frida, o filme, também é brasileiro. E eu estou muito feliz de estar aqui hoje. / L.C.M.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.