"A Fada Afilhada" será lançado no Rio

O melhor livro infantil não é aquele escrito somente para as crianças se divertirem. Mas aquele capaz de seduzir e encantar qualquer pessoa, não importa a idade. Assim é A Fada Afilhada, do escritor e jornalista Márcio Vassallo. Uma obra agradável de ler, daquelas em que o autor brinca com as palavras, conversa com o leitor e, quando termina, deixa um gostinho de quero mais. Inspirado naquela pessoa que está sempre disponível, ajudando e cuidando de todos, mas não tem um colo para deitar, alguém para se queixar e tempo para brincar, que nasceu A Fada Afilhada. Depois de um pré-lançamento na Bienal do Livro, a obra será lançada amanhã, às 16 horas, na livraria Malasartes, no Shopping da Gávea, no Rio.O livro conta a história de Beatriz, uma fada madrinha que não mede esforços para ajudar a todos, por isso seu celular não pára de tocar. Em sua casa sem porta nem campainha tem sempre a mesma ladainha. É o rei que não agüenta mais as reclamações da rainha, o caçador de dragões com medo do escuro e até a princesa que se acha feia. Mas Beatriz deixa todo mundo feliz. Só que de tanto ouvir as pessoas e oferecer seu colo, a fada foi ficando surda, corcunda e com muita dor nas costas. Até que ela não agüenta mais e solta um grito. E quem sai desse grito? A fada madrinha de Beatriz, agora a fada afilhada.Segundo Vassallo, é difícil saber como nasce uma história. "É feito o amor. Quem sabe como ele começa? Com a literatura é a mesma coisa. Quando percebo a história já nasceu, me seduziu. Às vezes, a idéia aparece esparramada, toda oferecida. E foi assim com A Fada Afilhada. Queria escrever para descobrir quem é a fada madrinha da fada madrinha", conta ele, que também é autor de outros dois livros infantis: A Princesa e o Sapo Gazé e O Príncipe sem Sonhos. Ambos publicados pela Brinque-Books e escolhidos pela Fundação do Livro Infantil e Juvenil para o Brazilian Book Magazine, um catálogo de escritores brasileiros exposto na Feira do Livro de Bolonha, na Itália.Márcio Vassallo afirma que reescreveu o texto diversas vezes para deixar a história redonda, encontrar a pausa e a roupa certa. "Mas a roupa certa quem fez foi a Marilda Castanha com belas ilustrações e cores que só existem nos olhos dela", disse ele, referindo-se à premiada ilustrada mineira Marilda Castanha.Para o autor, a leitura é um estímulo para o sonho, a fantasia e a aproximação das pessoas. "A melhor maneira de desenvolver o gosto pela leitura nas crianças é dando-lhes prazer, lendo e contando-lhes histórias. Mais importante do que a presença do livro e a história em si é o modo como você vai contá-la: a melodia da voz, o entusiasmo, a falta de pressa e o amor que vai colocar em cada palavra e em cada olhar", orienta Vassallo.

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