Arquivo/Reprodução
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A ''fábrica'' ao lado do maior parceiro

Nelson compôs com nomes ilustres, como Cartola (Devia Ser Condenada), Zé Ketti (O Meu Pecado), Jair do Cavaquinho (Vou Partir) e Henricão (Não Faça Vontade a Ela), além de trabalhar com uma série de autores menos conhecidos. Inegavelmente, o seu maior parceiro foi Guilherme de Brito e, como o próprio Nelson gostava de afirmar na década de 1970, os dois pareciam "uma fábrica de sambas".

Lucas Nobile, O Estado de S.Paulo

03 de março de 2011 | 00h00

A dupla se conheceu ainda nos anos 1950, nos botequins da Praça Tiradentes, no centro do Rio, como o Cabaré dos Bandidos, onde teriam composto Garça, o primeiro tema em parceria. "Essa história de que o Nelson compunha no botequim é folclore. Ele fazia samba só de farra ali. Quando era coisa séria, ele já chegava com a música pronta", relembra o parceiro de boemia Paulo César Pinheiro.

A verdade é que Guilherme de Brito, dono de um vozeirão de radialista, também violonista e que morreu em 2006, foi o parceiro mais relevante a trabalhar com Nelson. Como não poderia deixar de ser, 13 das 28 músicas compiladas em Nelson Cavaquinho - Degraus da Vida são de autoria da dupla.

Entre a seleção de Nelson e Guilherme, destaque para as clássicas Folhas Secas, Minha Festa, A Flor e o Espinho, Pranto de Poeta, Quando Eu Me Chamar Saudade e as menos conhecidas Quero Alegria, Se Você Me Ouvisse, Sinal de Paz e Depois da Vida. De fora da coletânea, ainda caberiam as indispensáveis Mulher Sem Alma, Cinza, É Tão Triste Cair e Visita Triste.

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