A expansão de Momo em duas línguas

O carioca Marcelo Frota, também conhecido como Momo, surgiu como um dos expoentes do folk brasileiro dos anos 2000, ao lado de nomes como Mallu Magalhães e Tiê. A modinha passou, mas ele manteve-se firme no estilo que escolheu e agora ressurge amadurecido (essa expressão tão desgastada sobre uma condição tão natural de quem evolui) no terceiro álbum, Serenade of a Sailor.

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

30 Julho 2011 | 00h00

A melancolia do canto e a sonoridade do violão de náilon continuam em evidência, bem como a beleza das canções, que ele entoa em português e inglês, como Tenho Que Seguir e Shining Star.Mas o ex-integrante do Fino Coletivo não está sozinho nessa nova jornada. O baixista Caetano Malta assina algumas canções com ele e divide o trabalho de produção, além de formar a base sonora com o cantor e o guitarrista Régis Damasceno.

Detalhes que fazem diferença de uma faixa para outra estão nas mãos de velhos companheiros, como Lucas Santtana (flauta em Solitude e Barco), Domenico Lancelotti (percussão em Shining Star e bateria em Blue Bird), Jam da Silva (percussão em O Morro) e Max Sette (trompete em Blue Bird e Serenade of a Sailor).

Se em Buscador (2009) ele seguia a tendência do álbum de estreia, A Estética do Rabisco (2007), com influência de folk, psicodelia e do pop brasileiro dos anos 1970, aqui dá um passo adiante, sem abandonar a trilha inicial, sentimental, que se expressa em versos como "Eu tentei te dar o Sol/ Mas eu vivo a tempestade/ Um dia você vai entender/ Que o que vale é o sentimento" (Barco). As várias canções em inglês, com a bela Madeleine, tendem a levar a música de Momo, já bem cotada entre críticos americanos, a outro patamar. Ele merece.

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