A estátua em pessoa

Prende e arrebenta

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2014 | 02h09

Tem gente - ô, raça! - que vai

à Marcha da Família com Deus

neste sábado, em São Paulo,

só para torcer pelo tal Pelotão

Ninja - ou Tropa do Braço -

na hora que o pau quebrar!

Tolinho

Anda muito mal informado

esse vice-presidente colombiano

que recusou cargo de embaixador

no Brasil alegando que seu

pastor alemão não se adaptaria

ao clima de Brasília. A cachorrada

costuma se dar muito bem

por lá! Ninguém larga o osso!

Sonífero natural

Já ouviu o Alckmin explicando

o uso racional da água através

da integração do sistema

Cantareira com a bacia do

Paraíba do Sul? Dá um soninho...

"É tiro e queda para quem

sofre de insônia", gritam os

camelôs que estão vendendo

feito água na região da

25 de Março o DVD do

pronunciamento do governador

a respeito! "O Zé Serra testou e aprovou!" - garantem.

Leitura dinâmica

A promiscuidade empresarial

entre as editoras é uma

aberração no mundo dos

negócios: agora mesmo,

a Companhia das Letras

e a Objetiva se juntaram

por conta da fusão de

suas sócias internacionais.

Nem nas fábricas de salsichas

uma come a outra desse jeito!

Repara só

Briga entre Ronaldo Fenômeno

e Romário é sempre igual:

nenhum dos dois tem razão!

Hoje em dia, no Rio, estátua não é mais necessariamente a representação urbana de personagens saídos dos livros de História. Tem a de D. Pedro I e a do Marechal Deodoro no centro, mas de uns tempos pra cá a garotada cresce no balneário esbarrando no caminho da praia com o bronze do Carlos Drummond de Andrade e do Dorival Caymmi em Copacabana, do Chacrinha e do Otto Lara Resende no Jardim Botânico, do Millôr no Arpoador, do colunista Zózimo Barrozo do Amaral no Leblon...

Mas foi Bellini o primeiro a mudar a relação do carioca com as estátuas de sua cidade. No caso do capitão da Copa de 1958, vivo até anteontem, a intimidade com sua imagem levantando a taça na entrada do Maracanã praticamente humanizou a escultura de pedra. Foi a primeira estátua na vida de muito garoto que não esquece o domingo de futebol em que passou a sair de casa com o pai para encontrar amigos "às quatro no Bellini".

Esse papo de que ele morreu, francamente, morreu pra quem não vai ao Maracanã!

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