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A difícil vida de uma modelo

As imagens não têm resolução, o foco nem sempre é bem cuidado e o som, às vezes, capta mais o ambiente que o próprio entrevistado. Mesmo com características amadoras, Tire Minha Foto oferece um interessante painel dos bastidores do mundo da moda, em especial, da tortuosa rotina das modelos.

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2010 | 00h00

A ideia partiu do diretor Ole Schell que, durante mais de três anos, seguiu os passos de sua namorada, a modelo Sara Ziff, documentando sua evolução - de um rosto desconhecido até aquele que adorna cartazes e revistas por todo o mundo. É essa evolução uma das mais interessantes características do documentário: como uma menina se transforma, em poucos meses, em modelo assediada, perdendo contato com familiares, amigos e o próprio chão, pois inicia uma incessante viagem pelas cidades da moda em todos os continentes.

A mudança é física e mental - no início, Sara, ainda com 16 anos, tem o viço e a espontaneidade de uma menina. Ao viver em passarelas, ela não apenas adquire aquela estranha forma de andar das modelos, como profissionaliza o próprio rosto, sempre se posicionando no melhor ângulo para as câmeras.

O melhor de Tire Minha Foto, no entanto, são os bastidores. Vivendo em um ambiente que exige beleza máxima, as meninas logo se estressam por viajar tanto; criam manchas e espinhas no rosto pelo uso de maquiagem; são tentadas pela bulimia, para manter o físico esperado; e ainda são cortejadas pelas drogas. Sara chora por viver longe dos pais, tenta disfarçar as imperfeições da pele, resigna-se por uma vida tão cansativa. É quando o filme cresce.

TIRE MINHA FOTO

Multiplex Marabá 2 - Hoje, 18h30

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