A Cor do Som e Gaby Amarantos em extremos opostos

O show d"A Cor do Som foi o grande equívoco da segunda edição da Conexão Vivo em Salvador. Como se já não bastasse a recente invasão de cantoras quase balzaquianas com atitude tatibitati, agora voltam esses cinquentões cantando coisas afetadas como Semente do Amor, com vozes melífluas de menininhas.

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2011 | 00h00

Datado e enjoativo, com o instrumental - que é o que interessava - relegado a segundo plano, sem nada de novo ou surpreendente nesse revival, o grupo só não encabeça a lista dos piores shows do ano para quem viu o Coletivo Rádio Cipó, de Belém, em São Paulo.

No extremo oposto, a incendiária paraense Gaby Amarantos trouxe novidades, mesclando tecnomelody, carimbó e outros sons com a pegada de rock dos ex-integrantes do extinto La Pupuña. Conterrânea de Gaby, Iva Rothe teve o baiano Gerônimo como convidado, casando bem as influências caribenhas que têm em comum. Juliana Sinimbú, que contou com participação de Felipe Cordeiro, foi outra boa surpresa do Pará.

No geral os encontros foram certeiros, como os de Marcia Castro com a cabo-verdiana Mayra Andrade (deslumbrante em tudo), Mariella Santiago e Mariana Aydar; Ortinho com Pepeu Gomes; Flávio Renegado com Lenine; Black Sonora com Di Melo; Manuela Rodrigues com Romulo Fróes, entre outros.

Celso Moretti com Edson Gomes comprovaram a incrível força do reggae tanto de Minas como da Bahia. Grandes instrumentistas, Gilvan de Oliveira e Armandinho dialogaram em perfeita harmonia. Só mesmo o baiano para livrar A Cor do Som de vexame maior.

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