A carioca Íris Bruzzi e um belo Ford

As Loucuras de Dick e Jane

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2012 | 03h08

16H15 NA GLOBO

(Fun With Dick And Jane). EUA, 2005. Direção de Dean Parisot, com Jim Carrey, Tea Leoni, Alec Baldwin, Richard Jenkins, Angie Harmon, John Michael Higgins.

Remake da comédia de Ted Kotcheff com Jane Fonda e George Segal, de 1976. O original chamou-se, no País, Adivinhe Quem Vem para Roubar?, beneficiandose da imagem de contestadora de Jane, que assaltava os cofres do 'sistema'. Na nova versão, Jim Carrey e Tea Leoni, endividados e desempregados, partem para o assalto. Embora não tão bom quanto o primeiro, o filme tem certo charme. E expõe elementos da sociedade consumista em que estamos imersos. Ah, sim, vejam que tudo gira em torno do sistema bancário - a nova face do capitalismo pós-global. Reprise, colorido, 90 min.

Pequenos Invasores

22H25 NA GLOBO

(Aliens in the Attic). EUA, 2009.

Direção de John Schultz, com Carter Jenkins, Austin Butler, Kevin Nealon, Robert Hoffman, Doris Roberts, Tim Meadows.

Crianças que passam férias numa bela casa do Estado norte-americano do Maine descobrem que o andar de cima está infestado de... alienígenas. Adivinhe se a criançada não vai colocar os ETs para correr. Afinal, na mentalidade de Hollywood, ET do bem só o original, de Steven Spielberg. Reprise, colorido, 86 min.

O Mundo Segundo o Google

0 H NA CULTURA

(Le Monde Selon Google). Holanda, 2006. Direção de Ijsbrand Van Veelen.

O filme está menos interessado em contar a história do Google do que em discutir o que significa o maior buscador de Web da história - como o próprio Google se autodenomina. Como os usuários ajudam a coletar as informações, o filme discute o democratismo da rede e a qualidade da informação, acumulada segundo interesses e paixões. Isso não se presta à manipulação? Reprise, colorido, 54min.

A Mulher do Meu Amigo

2H05 NA GLOBO

Brasil, 2008. Direção de Cláudio

Torres, com Antônio Fagundes,

Marcos Palmeira, Maria Luisa

Mendonça, Mariana Ximenes,

Otavio Muller.

Insatisfeito da vida e cansado de viver à sombra do sogro inescrupuloso, Marcos Palmeira demite-se das empresas da família. A decisão repercute na vida de todo o mundo, inclusive nas de um casal de amigos. Cláudio Torres não parecia - na época de Traição -, mas virou, a partir de O Redentor, um dos mais expressivos diretores de sua geração. Suas comédias 'autorais', A Mulher Invisível e O Homem do Futuro, estouraram na bilheteria e, entre elas, Cláudio Torres aceitou fazer essa obra de encomenda - fez com certa graça, como você vai ver. Reprise, colorido, 105 min.

TV Paga

Capitalismo - Uma História

de Amor

12H05 NO TELECINE CULT

(Capitalism, a Love Story). EUA, 2009. Direção de Michael Moore.

Michael Moore é um entertainer, um provocador e um manipulador, é verdade, mas sua atividade é importante porque ele é o único a atacar de forma tão frontal as estruturas dominantes do mundo atual. Após Tiros em Columbine e 11 de Setembro, ele volta para (e contra) o sistema financeiro, mostrando que os bancos desrespeitam a Constituição dos EUA. Favorecem os ricos, exploram os pobres - direitos para todos? Nunca! Reprise, colorido, 127 min.

As Cariocas

12H45 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1966. direção de Fernando

de Barros, Walter Hugo Khouri,

Roberto Santos, com Norma Bengell, Jacqueline Myrna, Íris Bruzzi,

Esmeralda Barros.

Três histórias adaptadas de originais de Estanislau Ponte Preta. A de Khouri, a segunda, pode parecer deslocada, pelo retrato intimista que ele faz de uma jovem prostituta (mas o episódio é lindamente filmado). O melhor é o terceiro, de Roberto Santos, sobre o tumulto que Íris Bruzzi (genial) e Esmeralda Barros provocam ao lavar, em trajes exíguos, o carro no meio da rua. Reprise, preto e branco, 110 min.

Rio Grande

20 H NO TELECINE CULT

(Rio Grande). EUA, 1950. Direção de John Ford, com John Wayne, Maureen O'Hara, Ben Johnson, Harry Carey Jr., Victor McLaglen, Claude Jarman Jr., Chill Wills, J. Pat Wayne.

Quando foi lançado nos cinemas do Brasil, este filme se chamou Rio Bravo e, por isso mesmo, quando surgiu o western homônimo de Howard Hawks, também com John Wayne, ele foi rebatizado aqui como Onde Começa o Inferno. O de Ford encerra a trilogia da Cavalaria do grande diretor, que começou com Sangue de Herói/Forte Apache, de 1948, e prosseguiu com Legião Invencível/She Wore a Yellow Ribbon, no ano seguinte. O próprio Ford tinha um carinho muito especial por este filme em que não ocorre muita coisa, apenas a descrição na vida em um forte e a complicada relação entre pai e filho. A família desintegrou-se, o garoto foi viver com a mãe e agora se alistou no forte em que o pai é comandante. A disciplina militar tolhe o afeto, a mãe segue o filho (e inferniza o ex-marido). Ford filma com serenidade, captando, em belíssimo preto e branco, o esplendor de Monument Valley e sendo servido por uma belíssima trilha de Victor Young, incluindo as canções dos The Sons of the Pioneers, Filhos dos Pioneiros. Reprise, 105 min.

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