A capital 'mundial'do rock

Brasília carrega há muito tempos a fama de ser a "Capital do Rock". Mas agora, juntando futebol, o governo e uma forte manifestação de DJs que vivem pela capital federal, já dá para quase falar que, pelo menos nas últimas semanas, Brasília virou a "capital mundial do rock". Seria exagero?

Lúcio Ribeiro, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2010 | 00h00

Um verdadeiro levante de DJs de Brasília foi armado para "higienizar" as pistas de dança das festas de rock da cidade. Agora, em Brasília, nas baladas roqueiras, fica proibido tocar as músicas da cantora americana Lady Gaga, a maior febre pop deste século. O manifesto nasceu na festa Toranja, uma das principais do Distrito Federal, e conta com o apoio virtual do site Rock Brasília (rockbrasilia.com.br). O grito roqueiro contra o fenômeno Lady Gaga não cabe só aos DJs. Placas advertem os frequentadores a não pedir músicas da cantora aos disc-jóqueis locais, sob o risco de "ouvir Slayer no lugar", como diz um produtor da Toranja, ameaçando revidar o pop de Gaga com metal thrash e da pesada.

Brasília, isso é notícia velha, tem um time de futebol "sério" chamado Legião Futebol Clube, homenagem à banda Legião Urbana. A agremiação está na segunda divisão de lá e já jogou a série C do Brasileirão. E nesta semana, na volta da série B do Brasileirão, o time local mais famoso, o Brasiliense, estreou a primeira camisa punk rock da história brasileira, no jogo contra o América-MG. O uniforme, colorido e diferente, vinha cheio de caveiras, citações ao grupo Misfits, famosa banda de horror punk da qual a idealizadora da camisa do Brasiliense é fã. A ideia do clube é aproximar o time do público jovem da "cidade do rock."

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