A bela Norma, na cena que ficou cult

Heidi

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2013 | 02h07

16 H NA REDE BRASIL

(Heide). Reino Unido, 2005. Direção de Paul Marcus, com Robert Bathurst, Emma Bolger, Geraldine Chaplin.

O romance de Johanna Spyri teve diversas adaptações, a começar pela de Allan Dwan, de 1937, com Shirley Temple. Foram muitas variações na história da órfã que vai morar com o avô e cai nas garras de uma mulher má. Quem conhece a história, e o filme de Dwan, não vai gostar nem um pouco, mas os demais espectadores poderão se emocionar, mais uma vez, com a pequena Heidi. Reprise, colorido, 104 min.

Bater ou Correr em Londres

16H05 NA GLOBO

(Shanghai Knights). EUA, 2003. Direção de David Dobkin, com Jackie Chan, Owen Wilson, Aaron Johnson, Tom Fisher.

Do Velho Oeste, em seu filme anterior, Jackie Chan e Owen Wilson partem para a Londres da rainha Vitória, à caça do homem que matou o pai do chinês e agora ameaça o próprio império. Violência e humor. Os críticos reclamam - a parceria dos astros perdeu a novidade, a história é mero pretexto. Mas para uma sessão da tarde, quebra o galho. Reprise, colorido, 114 min.

Tropa de Elite 2

22H20 NA GLOBO

Brasil, 2010. Direção de José Padilha, com Wagner Moura, Maria Ribeiro, Milhem Cortaz, Irandhir Santos, André Mattos.

O longa que superou Dona Flor e Seus Maridos, de Bruno Barreto, e se converteu na maior bilheteria de todos os tempos do cinemas brasileiro. Na sequência do filme anterior, o Capitão Nascimento vai parar na informação da Secretaria de Segurança do Rio e descobre que o inimigo agora é outro - policiais corruptos assumiram o controle do tráfico nos morros. Para complicar, sua ex-mulher se casou com um sociólogo particularmente crítico à ação da polícia, e ele virou o ídolo do filho de Nascimento. Fil-ma-ço. Inédito, colorido, 115 min.

Stardust: A História de Bette Davis

0H NA CULTURA

(Stardust: The Bette Davis Story). EUA, 2006. Direção de Peter Jones e Mark A. Catalena.

Ela entrou para a lenda como a grande malvada da tela, mas justamente no filme que leva este título - All About Eve/A Malvada, de Joseph L. Mankiewicz -, Bette Davis era uma santa comparada a Anne Baxter. Grande atriz, dois Oscars, uma parceria com grandes diretores (de William Wyler e Robert Aldrich), um documentário é pouco para tanta história. Reprise, colorido, 60 min.

5x Favela - Agora por Nós Mesmos

02H40 NA GLOBO

Brasil, 2010. Direção de Cacau Amaral e Rodrigo Felha, com João Carlos Artigos, Flavio Bauraqui, Zózimo Bulbul, Vitor Carvalho, Hugo Carvana.

No começo dos anos 1960, o longa Cinco Vezes Favela, com episódios assinados, entre outros, por Cacá Diegues, virou manifesto do chamado Cinema Novo'. Meio século mais tarde, Cacá Diegues produz e os jovens de classe média - os diretores da sua geração - são substituídos por uma nova geração do próprio morro. A favela, agora por eles mesmos, os favelados. Embora irregulares, os episódios merecem atenção justamente por este outro 'olhar'. E algumas histórias complementam a visão do morro de Tropa de Elite 2. Inédito, colorido, 96 min.

TV Paga

Ironweed

15H45 NO TCM

(Ironweed). EUA, 1987. Direção de Hector Babenco, com Jack Nicholson, Meryl Streep, Carroll Baker, Michael O'Keefe, Diane Venora.

O grande problema - mas é um problema que se torna cada vez mais relativo, no quadro da dublagem que se torna dominante até nas TVs pagas e culturais - é o horário, em que a emissora não costuma mostrar filmes com legendas. Mesmo assim, se você quiser confirmar mais uma vez a excelência de Babenco como diretor basta assistir à adaptação que ele fez do romance de William Kennedy sobre gente de rua em Albany, 1938. Jack Nicholson largou a família e caiu na sarjeta. E agora é atormentado pelo passado. Meryl Streep faz sua acompanhante, que vive de porre. Meryl já era reconhecida como grande atriz, mas até ela se supera dirigida por Babenco. Reprise, colorido,144 min.

Os Cafajestes

15H50 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1962. Direção de Ruy Guerra, com Norma Bengell, Jece Valadão, Daniel Filho, Hugo Carvana, Lucy Carvalho.

Nada como o tempo para relativizar as coisas. Há meio século, a censura do regime - e ainda não era o militar - caiu matando no diretor Guerra por mostrar Norma Bengell no primeiro nu frontal do cinema brasileiro. A pobre Norma foi ameaçada de excomunhão e depois de todo este circo o filme passa à tarde, sinal de que os costumes mudaram muito, e mudaram mesmo. Jece Valadão, Daniel Filho e Lucy Carvalho são os cafajestes que armam cilada para Norma, levando-a para a praia para fotografá-la ao natural. O objetivo - chantagem. Ruy Guerra assimilou o estilo narrativo da nouvelle vague e fez um filme esplendidamente fotografado (por Tony Rabatoni). Toda essa beleza é colocada a serviço de uma narrativa crítica. Começava aqui uma das trajetórias mais ricas do cinema do País, que levou o cineasta a receber o Prêmio Multicultural Estadão. Reprise, preto e branco, 100 min.

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